Sexta-feira, 10 de Julho de 2020

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Brasil Um terço do desmatamento de junho ocorreu em anos anteriores, afirma ministro do Meio Ambiente

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Ministro do meio ambiente, Ricardo Salles. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

Após o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgar dados do desmatamento em junho, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, rebateu a informação. Segundo o órgão, houve um aumento de 88% no desmatamento do último mês, nesse ano, em comparação com o mesmo do ano passado.

Ao lado do presidente Jair Bolsonaro e dos ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Salles exibiu imagens de satélite para demonstrar que pelo menos 31% do total do desmatamento apurado em junho ocorreram em anos anteriores, principalmente em 2017 e 2018, mas só foram computados depois.

O Inpe realizou a pesquisa a partir da análise de informações do Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), que indicou perda de 920,4 quilômetros quadrados na Amazônia Legal no período.

Deter
Este sistema é usado desde 2004 para detectar o desmatamento em tempo real em áreas maiores do que 3 hectares (30 mil metros quadrados). Utilizando imagens dos satélites WFI/CBERS 4 e AWiFS/IRS, que cobrem a Amazônia a cada cinco dias, o sistema emite alertas de desmatamento que servem de apoio às ações de fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Só em junho deste ano, foram emitidos 3.250 alertas.

De acordo com o próprio Inpe, o sistema não deve ser entendido como taxa mensal de desmatamento. “A cobertura de nuvens, intensa na região amazônica, pode impedir que uma área de devastação seja identificada no mês que ela ocorre, e só apareça quando a visibilidade melhorar”, diz o órgão. Além do lapso temporal, Ricardo Salles argumentou que houve ainda sobreposição de imagens de desmatamento.

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