Sexta-feira, 18 de setembro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Cinema Walter Salles dedica Oscar a Eunice Paiva em discurso: “Ela decidiu não se curvar”

Compartilhe esta notícia:

A vitória de "Ainda Estou Aqui" representa um feito inédito para o Brasil.

Foto: Reprodução
A vitória de "Ainda Estou Aqui" representa um feito inédito para o Brasil. (Foto: Reprodução)

Walter Salles, que recebeu o Oscar de Melhor Filme Internacional por “Ainda Estou Aqui”, dedicou a vitória a Eunice Paiva, Fernanda Torres e Fernanda Montenegro respectivamente, a mulher que inspirou o filme e as duas que a interpretaram.

“Obrigado, primeiro, em nome do cinema brasileiro. Estou honrado por receber este prêmio, neste grupo tão extraordinário de cineastas”, declarou.

“Isso vai para uma mulher que, após uma perda sofrida durante um regime autoritário, decidiu não se curvar e resistir. Então este prêmio vai para ela. Seu nome é Eunice Paiva, então é dela. E vai para as duas mulheres extraordinárias que lhe deram vida. Fernanda Torres e Fernanda Montenegro. Tom Bernard, Michael, vocês são os melhores. Muito obrigado por isso. É uma coisa extraordinária, extraordinária. Muito obrigado.”

A vitória de “Ainda Estou Aqui” representa um feito inédito para o Brasil, que conquista o seu primeiro Oscar após cinco indicações na categoria. O Brasil, inclusive, é o terceiro País com mais nomeações nesta categoria na América Latina.

A primeira veio em 1963 por “O Pagador de Promessas“. Dirigido por Anselmo Duarte e lançado em 1962, o filme mostra a tentativa de Zé do Burro (Leonardo Villar) de cumprir uma promessa de carregar uma cruz de madeira por um longo percurso até uma igreja.

“O Pagador de Promessas” ganhou a Palma de Ouro, prêmio principal do Festival de Cannes, e é até hoje o único título brasileiro a conseguir essa honraria. No Oscar, no entanto, perdeu para o francês “Les dimanches de Ville d’Avray”.

A segunda indicação do Brasil em Melhor Filme Internacional do Oscar ocorreu na edição de 1996 para “O Quatrilho“. Retratando imigrantes italianos em uma comunidade rural no Rio Grande do Sul em 1910, o filme é dirigido por Fábio Barreto e conta com nomes como Patrícia Pillar e Glória Pires no elenco. Nesta edição, a estatueta foi para o holandês “A Excêntrica Família de Antônia”.

Já a terceira ocorreu em 1998 com o longa “O Que É Isso, Companheiro?”. O filme compartilha semelhanças com “Ainda Estou Aqui”, como o momento histórico de se passar durante a Ditadura Militar brasileira e contar com Selton Mello e Fernanda Torres no elenco. Dirigido por Bruno Barreto, o longa perdeu o prêmio para o belga-holandês “Karakter”.

Até então, a última indicação do Brasil havia sido por “Central do Brasil“, também de Walter Salles. O filme lançado em 1998 concorreu na 71ª edição do Oscar, em 1999, mas perdeu para o italiano “A Vida É Bela”.

O longa é estrelado pela mãe de Torres, Fernanda Montenegro. Assim como a filha, Fernanda também foi indicada a Melhor Atriz no mesmo ano da indicação do filme a Melhor Filme Internacional. No entanto, ela perdeu para Gwyneth Paltrow, que esteve em “Shakespeare Apaixonado”.

Inspirado no livro de Marcelo Rubens Paiva, “Ainda Estou Aqui” se passa num contexto de ditadura militar no Brasil. Eunice Paiva (Torres), mulher do ex-deputado Rubens Paiva (Selton Mello), que desapareceu e foi morto durante a ditadura militar no Brasil (1964-1985), precisa se reestabelecer e cuidar da família após o sequestro do marido. Torres interpreta uma mulher forte, que diante de diversas situações tensas, intimidadoras ou tristes, como a perda do marido, buscou manter os eixos da família.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Cinema

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

3 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Vanderlei Ochoa
3 de março de 2025 11:46

Impressionante o que os marginais golpistas fizeram no Brasil. E tem gente querendo a volta desses canalhas.

Vanderlei Ochoa
3 de março de 2025 20:17

Mastur bando. Tu é essa direta são muito calhorda, mastur bando.

Artur Bando
3 de março de 2025 18:29

Daqui a poucos anos Teremos filmes sobre a Ditadura Atual….
Os Bandidos, Terroristas, Assaltantes, Sequestradores, que receberam anistiados naquela época….
HOJE……
Dominaram as Forças Armadas, O Judiciario, as Universidades, as instituições em geral, e colocaram o Brasil de Joelhos…

OU SEJA…desde 1964, até hoje ….esta Quadrilha de Bandidos, esta dando prejuizos a nossa NAÇÃO…

Famosos, artistas e políticos celebram a vitória de “Ainda Estou Aqui” no Oscar; veja a repercussão
“Brasil no topo, fizemos história”, celebra o ator Selton Mello
Pode te interessar
3
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x