Últimas Notícias > Notícias > Brasil > “Orçamento executado neste ano foi o que herdamos”, diz o ministro da Casa Civil

A Nasa disse que o homem pode chegar a Marte no ano 2035

Segundo a Nasa, para o homem pode chegar a Marte é preciso o apoio dos governos. (Foto: Reprodução)

O administrador da Nasa, Jim Bridenstine, esteve com chefes de várias agências espaciais de outros países durante uma apresentação na Conferência Astronáutica Internacional nesta semana. No final do evento anual, ele reforçou os planos da Nasa de levar astronautas à Lua em 2024, apesar do ceticismo e objeções da Câmara dos Estados Unidos.

No final da apresentação, alguém perguntou quando chegaremos a Marte. Bridenstine disse acreditar que é possível enviar astronautas ao Planeta Vermelho em 2035, mas desde que todas as agências espaciais do mundo consigam fazer com que os seus respectivos governos forneçam o apoio necessário. “Se aceleramos o pouso na Lua, estamos acelerando o pouso em Marte – é o que estamos fazendo”, disse o administrador da Nasa.

A declaração é uma referência clara ao cronograma acelerado da agência, que traçou o objetivo de levar astronautas de volta à Lua – incluindo a primeira mulher a pousar na superfície lunar – até 2024, através do programa Artemis. “Se nossos orçamentos forem o suficiente”, disse Bridenstine, “eu sugeriria que poderíamos fazer isso [pousar em Marte] até 2035″.

Bridenstine explicou que, antes de chegar a Marte, é importante cumprir os objetivos na Lua. A Nasa planeja permanecer na superfície do satélite natural e se tornar “sustentável até 2028”. Essa sustentabilidade significa “pessoas vivendo e trabalhando em outro mundo por longos períodos de tempo”.

Atualmente, o obstáculo da Nasa é o subcomitê do Congresso sobre esse plano ousado de chegar à Lua em 2024. Na última quarta-feira (16), Bridenstine participou de uma audiência, e encarou o ceticismo de Jose Serrano, um democrata de Nova York que preside o subcomitê. “Continuo extremamente preocupado com o avanço proposto em quatro anos desta missão”, disse Serrano, que não concordou com o adicional de 1,6 bilhão de dólares para a Agência Espacial dos Estados Unidos no ano fiscal de 2020.

A Câmara e o Senado norte-americano ainda vão finalizar suas propostas de orçamentos para 2020 e chegar a um acordo final.