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A Polícia Federal pediu a prorrogação do inquérito que apura o atentado contra Bolsonaro

Jair Bolsonaro foi operado após levar uma facada em Minas Gerais. (Foto: Reprodução do Twitter)

A PF (Polícia Federal) pediu nova prorrogação para concluir o segundo inquérito que investiga o atentando sofrido pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), durante a campanha eleitoral de 2018, em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira. De acordo com o delegado Rodrigo Morais Fernandes, o pedido é para que a apuração se estenda por mais 90 dias.

O documento foi encaminhado na quarta-feira (24) para o MPF (Ministério Público Federal) em Juiz de Fora para que o órgão se manifeste sobre a solicitação. Essa é a terceira vez em que a Polícia Federal pede a extensão do prazo.

Esse segundo inquérito apura se houve “participação de terceiros ou grupos criminosos por trás da ação” de Adélio Bispo de Oliveira, agressor confesso de Bolsonaro. Ele foi preso em flagrante logo após o atentado e assumiu a autoria do crime.

Entre os motivos alegados para o pedido da nova prorrogação, estão o encerramento de diligências sobre a notícia de supostas fraudes em um perfil do agressor nas redes sociais e a realização de depoimentos de pessoas que estiveram com Adélio nos últimos anos e de exames periciais em vídeo.

O delegado quer aguardar ainda uma eventual revisão da decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região que suspendeu a análise de materiais apreendidos com o advogado do agressor.

No primeiro inquérito, a PF concluiu que o agressor agiu sozinho no momento do ataque e que a motivação “foi indubitavelmente política”. Bolsonaro foi ferido no abdômen no dia 6 de setembro.

Ministério Público

O Ministério Público Federal informou nesta quinta-feira (25) que vai concordar com o pedido de prorrogação do inquérito que apura o atentado contra o presidente Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral do ano passado, em Juiz de Fora.

A assessoria do MPF confirmou, através de nota, que o pedido foi feito pela Polícia Federal e que a Procuradoria vai concordar com a prorrogação do prazo por mais 90 dias. O despacho ao delegado será feito nos próximos dias.

Doença mental

Peritos indicados pela Justiça Federal concluíram que Adélio Bispo tem doença mental e, por esse motivo, não poderá ser punido criminalmente.

Ao menos três laudos já foram elaborados. O primeiro, em caráter particular e apresentado em outubro, atestou transtorno delirante grave. Já o segundo, produzido por encomenda da Justiça, foi concluído em fevereiro.

De acordo com fontes ligadas à investigação, o exame psiquiátrico atestou que Adélio tem transtorno delirante permanente paranoide e que, por isso, ele não pode ser punido criminalmente. Ao ser examinado por psicólogos, o agressor disse que, se fosse solto, voltaria a tentar matar Bolsonaro.