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Marchezan chuta o balde: “Rebaixamento da nota de Porto Alegre é mais uma herança que recebi”

Marchezan Junior irritou-se com herança que prejudica crédito externo da prefeitura. (Foto: Banco de Dados)

O prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Junior, lamentou que “o rebaixamento da nota de Porto Alegre, que impede o município de tomar empréstimo no exterior, é uma herança que recebi da administração que me antecedeu”. Marchezan Júnior conversou com este colunista em Brasília, antes da audiência com o ministro da Fazenda Francisco Dornelles, e apresentou um gráfico indicando que Porto Alegre foi a única a apresentar a pior disponibilidade de caixa líquida entre todas as capitais do País. Este dado, que levou em conta o exercício de 2016, rebaixou a nota de crédito da capital, de B para C, impedindo a contratação de um empréstimo com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). No Ministério da Fazenda, o prefeito pediu o congelamento da classificação B, o que permitiria assinar o contrato com o BID antes de novembro de 2018, data fatal para a definição.

A desonestidade da UNB

O programa da disciplina “O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil”, formatado pelo Instituto de Ciência Política, mostra uma escancarada desonestidade intelectual da UnB (Universidade de Brasilia), instituição publica mantida com os impostos dos cidadãos. E deixa evidente que a instituição se acha dominada por uma militância que, em nome do fanatismo ideológico, não hesita em perverter os mais elementares princípios da academia.

Invasores na área que seria do Instituto Lula

São devastadores os e-mails, devidamente certificados, que foram entregues ao juiz federal Sérgio Moro, na 13ª Vara Federal de Curitiba. Neles, se constata que o compadre e advogado de Lula, Roberto Teixeira, chegou a pedir que a Odebrecht contratasse uma empresa especializada “em negociar desocupações” para se livrar de três famílias que ocupavam o imóvel de Haberbeck Brandão, em cujo terreno sairia o Instituto Lula. O imóvel, avaliado em R$ 30 milhões, seria pago pela Odebrecht para sediar o Instituto.

Movimento intenso no Congresso Nacional

Há muito tempo o Congresso Nacional não apresentava uma movimentação tão intensa nos seus corredores. São prefeitos e vereadores de todo o País, que vieram pressionar deputados e senadores pela aprovação do projeto que abriu crédito de R$ 2 bilhões no orçamento da União para os municípios. Além disso, prefeitos buscam empenhar o maior número de emendas parlamentares, cujo prazo para protocolo se encerra no próximo dia 28.

Crivella fala em “Balsa Família”

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), cometeu uma gafe imperdoável ao comentar as enchentes de São Paulo: “Lá em São Paulo também tem enchente. Vão até lançar um programa novo: o Balsa Família”.

Outra gafe inesquecível

Outra gafe inesquecível, ocorreu em 2006, quando no final da campanha eleitoral, o ex-presidente Lula afirmou que a cidade de Pelotas é “exportadora de ‘viados”.

Carlos Marun arrumou a casa no Pálacio do Planalto

O ministro harmonizou a área de articulação politica do governo. (Foto: Divulgação)

Até a chegada do deputado federal Carlos Marun na Secretaria de Governo no Palácio do Planalto, a Casa estava desarrumada. O antigo titular da pasta, Antônio Imbassahy, tinha enormes dificuldades na articulação política e pelo menos cinco lideres de partidos importantes se recusavam a dialogar com ele. Essa brecha exigia que os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco )Secretaria-Geral da presidência) a todo momento deixassem as ações nas suas áreas para socorrer a articulação política, deixando o presidente Michel Temer desamparado dessa assessoria.

Harmonia na equipe

A chegada do novo ministro preencheu o espaço e afinou o time. Padilha e Moreira Franco puderam atuar com mais desenvoltura nas suas áreas. “O que é mais importante: com Marun não tem nada ruim: ele encara qualquer situação com bom humor”, avaliou para este colunista um influente líder da base governista no Congresso Nacional, nesta semana. Marun dialoga com todos os partidos.

Ousadia de Temer é de candidato

Temer começa a mostrar uma ousadia própria de quem é ou será candidato. Três vezes presidente da Câmara dos Deputados e experiente na área da segurança como secretário da área em São Paulo, ele dá sinais de que a aposentadoria ainda não chegou. As medidas de apelo popular, a exemplo da intervenção na segurança pública no Rio de Janeiro, causaram impacto local e nacional. O projeto seria transmitir uma imagem de “governo de resultados”, mesmo com ações antigas, e ter um discurso que vá além do que o núcleo político do Palácio do Planalto chama de “economês”. Temer nega publicamente, mas tem demonstrado disposição de se candidatar a um novo mandato.

Sinal de que o tema é importante

No Senado, a oposição emitiu mais um sinal de que a intervenção na segurança do Rio pode ajudar Temer. Mesmo que possa atenuar a crise na área, ainda assim a possibilidade de que ele cresça politicamente fez a oposição votar contra, colocando 13 votos pela derrubada do decreto: o PT votou unido contra a intervenção e contou com o apoio de PSB e PCdoB, mais um senador do PTB e um da Rede.

Percepção distorcida da população

Surpreendentemente, a economia parece não ser levada em conta pela população entre as prioridades. Pesquisas semanais que o governo realiza para saber quais devem ser as prioridades nos próximos seis meses mostram alguns números surpreendentes. Em uma destas pesquisas, o Ibope mostrou que os entrevistados têm mais preocupação com saúde (41%), combate à corrupção (16%), desemprego (15%), educação (10%) e segurança pública (7%). Questões econômicas aparecem em último lugar.

Com apenas 11 deputados em plenário, Assembleia não vota reestruturação do IPE

Uma outra bomba que poderá explodir no colo do próximo governador – os projetos que reestruturam o atual sistema deficitário de previdência e Saúde do IPE – deixou de ser votada ontem pelo plenário da assembleia gaúcha. O déficit da previdência dos servidores estaduais está se tornando impagável pelo tesouro gaúcho.

Os quatro projetos

São quatro projetos do governo do Estado que tratam da reestruturação do Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul e da criação do Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos do Rio Grande do Sul que não foram votados ontem por que no momento da votação haviam apenas 11 dos 55 deputados em plenário.

Reação da oposição é um sinal

A leitura do novo cenário, pelos principais lideres do governo Temer ontem em Brasília, indicava que foi certeira a medida de decretar a intervenção no sistema de segurança pública do Rio de Janeiro. A ousadia de Temer rendeu-lhe um inesperado ódio da oposição, manifestado pelo descontrole de alguns lideres do PT, PCdoB e PSOL que se manifestaram na tribuna, durante a votação do decreto pela Câmara.

Nome certo para ação imediata

O nome do interventor para início imediato das ações, caiu como uma luva: Comandante Militar do Leste, e coordenador da segurança nas Olimpíadas do Rio, o general Braga Netto conhece minuciosamente toda a geografia do crime na região. Com 60 anos e nascido em Belo Horizonte, Braga Netto ingressou no Exército em 1975, na Academia Militar das Agulhas Negras. É doutor em política, estratégia e alta administração pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército.

Nos embargos, defesa de Lula cobra documentos

A defesa do ex-presidente Lula,ao ingressar ontem no Tribunal Regional Federal da 4ª. Região em Porto Alegre com embargos de declaração, alinhou em 175 páginas, o que considera dez omissões no acórdão que confirmou a sentença de 12 anos e 1 mês de prisão. A defesa, cobra documentos em relação ao caso do Triplex, ao questionar: “qual é o elemento – real, concreto e palpável – a demonstrar que, se tivesse adquirido a propriedade do imóvel, o Embargante não iria fazer o pagamento pelas benfeitorias realizadas no imóvel?” Segundo os advogados, ‘o acórdão não aponta qual teria sido a ação concreta praticada’ por Lula ‘que fundamentaria a sua condenação’ por lavagem de dinheiro.

Ciro Gomes: PDT não será “puxadinho” do PT

O pré-candidato à presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes, sinalizou ontem que, sob sua liderança, o PDT deixará de ser conhecido como “puxadinho do PT”, e que pretende se descolar do ex-presidente Lula. Ciro cobrou de Lula a renúncia à pré-candidatura à presidência. E garantiu que não deseja apoio de “réu condenado”.