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Grupos politicos de oposição ao governo se aliam ao movimento dos caminhoneiros

Demora do governo em valer-se das medidas judiciais, amplia movimento. Foto Divulgação

O Gabinete de Segurança Institucional da presidência da República,e a Abin, Agencia de Inteligencia do Governo, que não foram ágeis em avaliar as dimensões da crise, decorrente na sua origem,de uma insatisfação localizada,de caminhoneiros de todo o país,falham mais uma vez. Agora, aparentemente não conseguiram identificar,e informar ao governo, que a razão do aumento dos pontos de protestos,decorre da apropriação do movimento por grupos politicos e representantes de centrais sindicais como CUT, CTB e Força Sindical, e outros agrupamentos com expertise em ações radicais.
Isso justificaria o crescimento do bloqueio de pontos por chamados “manifestantes” que não têm vinculo com caminhoneiros e que incluem no rol de reivindicações,agora um conhecido “Fora Temer”. Ao que tudo indica,sobram duas hipóteses: ou os caminhoneiros pediram ajuda logistica a estes grupos politicos,ou estes se apropriaram do movimento,percebendo que diante da fragilidade do governo, podem dar uma “contribuição” a mais,para nocauteá-lo de vez.
Uma prova dessa estratégia,está no súbito movimento dos petroleiros que, aproveitando-se da lentidão do governo em valer-se dos instrumentos legais que lhe foram colocados à disposição para normalizar o abastecimento de combustiveis nos postos, articulam com rapidez uma paralisação nas refinarias de todo o país.

O governo está cumprindo 100% do acordo, afirma Padilha

Em dia de tensão em Brasília, Padilha coordenou ações de governo. (Foto: Beto Barata/PR)

O governo federal andou bem ao autorizar a atuação do Exército em Garantia da Lei e da Ordem na greve dos caminhoneiros. A medida, só pode ser aplicada exclusivamente por ordem expressa da Presidência da República e ocorre nos casos em que há esgotamento das forças tradicionais de segurança pública, em situações graves de perturbação da ordem, como neste caso da greve dos caminhoneiros. O governador gaúcho José Ivo Sartori, em sintonia com os movimentos do governo federal, determinou a criação de um gabinete da crise, coordenado pelo vice-governador, José Paulo Cairoli, para a adoção de medidas de apoio com o objetivo de diluir a greve dos caminhoneiros no Rio Grande do Sul.

Acordo envolve compromisso recíproco

O governo acolheu pelo menos 14 itens da pauta dos caminhoneiros na noite da última quinta-feira, e a contrapartida acertada seria o fim da greve. Em 30 dias, o governo implementaria as medidas acordadas. O descumprimento pelos caminhoneiros mereceu um recado do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha: “o governo está cumprindo 100% do acordo e esperamos que os caminhoneiros também o cumpram”. Como não cumpriram, restou ao governo aplicar a medida prevista em lei utilizando as forças de segurança.

“Uso das Forças Armadas não é fraqueza”

O ministro Eliseu Padilha negou que o uso das Forças Armadas represente fraqueza do acordo entre o governo e os caminhoneiros. “A reversão do processo é demorada, adotamos providências complementares.”

Bloqueio de caminhões por empresários

O fator decisivo para o presidente Michel Temer decidir pela intervenção das Forças Armadas para dissolver a greve foi a informação trazida pelo ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann. Ele trouxe dados com a suspeita de envolvimento de empresários no movimento, com bloqueio de caminhões por satélites, e defendeu o emprego das Forças Armadas para restabelecer no País o clima de normalidade.

Falta de ração pode matar 1 bilhão de aves

A Associação Brasileira de Proteína Animal, presidida pelo gaúcho Francisco Turra, alertou ontem à noite que “um bilhão de aves e 20 milhões de suínos poderão morrer nos próximos dias devido à falta de ração no campo. A mortandade de animais é iminente e há risco de canibalização. Os reflexos sociais, ambientais e econômicos são imponderáveis”.

STF solta assassino da missionária Dorothy

E ontem, em meio à fumaça da greve dos caminhoneiros, o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, mandou soltar, mediante habeas corpus, o fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão, conhecido como “Taradão”. Ele cumpria condenação de 30 anos de prisão pelo assassinato da missionária norte-americana Dorothy Stang, em 2005, em Anapu (PA).

 

Magno Malta pode aceitar a vice de Bolsonaro

Bolsonaro poderá ter o senador Magno Malta como vice. (Foto: Divulgação)

O senador Magno Malta (PR-ES) poderá aceitar a candidatura de vice na chapa de Jair Bolsonaro. Ontem, especulou-se que Malta impôs uma condição para ser vice de Jair Bolsonaro: quer que sua mulher, a cantora gospel Lauriete Rodrigues, dispute a vaga ao Senado pelo partido. Ela já foi casada com o pastor e ex-deputado estadual Reginaldo Almeida (PSC-ES).

Outras candidatas

Disposto a ter uma mulher como vice, Bolsonaro especula outros dois nomes. Os mais fortes são os da jurista Janaína Paschoal e da jornalista Joice Hasselmann.

Senado barrou demagogia de Maia

Irritado com a proposta eleitoreira do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, o presidente do Senado, Eunício Oliveira, afirmou que o projeto de lei que prevê a retirada do PIS/Cofins sobre o óleo diesel não poderá ser votado com urgência. Eunício liberou os líderes e disse que a pauta do Senado está “trancada” pela chegada de outras medidas provisórias vindas “de última hora” da Câmara. Ao Estadão, afirmou que “não vou desrespeitar o regimento e ficar aqui apenas agradando deputados e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia“.

Governo queria votação no Senado

Ontem, uma fonte importante do governo revelou ao colunista – que se encontra em Brasília acompanhando a crise – que seria importante que o Senado colocasse em votação o projeto da Câmara isentando o combustível do PIS/Cofins, para que ali, o governo retirasse esses itens e devolvesse a proposta à Câmara.

Cadê os aliados do governo?

Causou estranheza junto aos gabinetes de coordenação política do governo a omissão dos líderes da base, que permitiram a livre tramitação do projeto demagógico de Rodrigo Maia, que prometeu o céu aos caminhoneiros sem indicar a fonte da renúncia fiscal estimada em R$ 20 bilhões ao ano. André Fufuca e Aguinaldo Ribeiro, campeões na indicação de cargos no governo federal, sumiram na hora do encaminhamento da votação na Câmara.

Osmar Terra avalia a greve dos caminhoneiros

Ex-ministro do Desenvolvimento Social e Reforma Agrária, o deputado federal Osmar Terra foi convidado a integrar o grupo de trabalho que participou ontem da negociação decisiva com as lideranças dos caminhoneiros, no Palácio do Planalto. Na avaliação de Terra: “estou ao lado dos caminhoneiros, trabalhando para que seu movimento tenha um resultado positivo e definitivo! Desde 2015 estamos juntos lutando para viabilizar essa atividade econômica. Naquele ano, o governo petista enrolou e em nada atendeu os profissionais do transporte de carga. Milhares quebraram e abandonaram a profissão. Agora podemos aproveitar esse momento difícil para encontrar soluções concretas e definitivas, incluindo a redução de preço feita pela Petrobras de 10% no preço na refinaria e ainda mais uma redução dos impostos Cide e Pis/Cofins. Também trabalhamos para que não haja mais aumentos frequentes e para que os caminhoneiros possam prever os custos”.