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Pelo menos 15 deputados federais acompanharão Bolsonaro no novo partido

Deputado Jair Bolsonaro pode levar deputados de vários partidos para nova legenda. (Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados)

O deputado federal Jair Bolsonaro ainda não formalizou sua filiação ao PEN, o Partido Ecológico Nacional, que está em vias de mudar de nome, tornando-se o Patriotas. Porém, assim que filiar-se,  Jair Bolsonaro, atualmente filiado ao PSC-RJ, levará um grupo, chamado  “tropa de choque”, com cerca de 15 deputados de diferentes partidos: DEM, PR, SD, PSD, entre outros. O grupo está esperando uma decisão de Bolsonaro se a filiação será ao PEN, ou sobre qual partido vai, para acompanhá-lo. Bolsonaro e o PEN teriam porém um outro problema: a troca pela janela partidária, em março de 2018, garante a manutenção do mandato, mas não o tempo de TV e recursos do Fundo Partidário. Com isso, Bolsonaro, embora com uma bancada entre 15 e 20 deputados federais no novo partido, faria campanha presidencial com menos dinheiro e menos tempo de TV.

Rodada de negócios com Emirados Árabes

O gabinete do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, informa à coluna que “mais de 50 empresas participaram na tarde desta segunda-feira de rodada de negócios realizada em Brasília pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em parceria com a Embaixada dos Emirados Árabes. Empresários saíram do evento com  perspectivas de conclusão de negócios. O interesse das empresas brasileiras em parceiros estrangeiros para seus negócios oscilou desde participações no valor de US$ 2 milhões até aproximadamente US$ 50 milhões. Trata-se do evento Brazil-United Arab Emirates Agribusiness Investor Road Show, um dos resultados de missão realizada neste ano, no mês de maio, pelo ministro Blairo Maggi.

Poluição das bombas de abastecimento

Vice-presidente da  Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados realiza, o deputado federal gaúcho Carlos Gomes coordenará no próximo dia 7 de novembro, audiência pública para debater o PL 3.327/2015 e as tecnologias de controle de emissões evaporativas veiculares. O projeto é de autoria do deputado federal Giovani Cherini (PR), e quer obrigar os postos de combustíveis a instalar filtro nas bombas de abastecimento e proibir o preenchimento do tanque do veículo após o acionamento automático da trava de segurança da bomba de abastecimento.

Governo descobriu que greve do Cpers é política

O Chefe da Casa Civil do governo gaúcho, Fábio Branco denunciou ontem que o governo finalmente tem certeza de que a motivação da greve dos professores, coordenada pelo Cpers, tem caráter político. Nesta linha, em nota, o governo classificou como “ilegal, irresponsável e inadmissível” o bloqueio das Coordenadorias Regionais de Educação, que orientariam a partir de ontem a transferência dos alunos prejudicados pela greve de dois meses decretada pelos professores estaduais.

Semana decisiva para articulação política de Temer

Articulação política do ministro Eliseu Padilha somada aos resultados positivos da economia, fortalecem o presidente Michel Temer. (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

O presidente Michel Temer enfrenta esta semana mais um obstáculo jurídico, talvez o derradeiro, na maratona que busca reencaminhar o projeto de reformas para consolidar a segurança jurídica dos investimentos na economia brasileira. Para o julgamento que o plenário da Câmara dos Deputados fará sobre a admissibilidade da denúncia apresentada pelo ex-procurador-geral da República, Michel Temer conta com três trunfos.

Os três trunfos de Michel Temer

Três pontos positivos, em favor do presidente Michel Temer, se destacam neste cenário: a inclusão pela PGR nesta denúncia, de fatos anteriores ao seu mandato atual, o que enfraquece o seu teor junto à base aliada e amplia a perspectiva de uma larga margem de votos favoráveis. Os outros dois fatores, são a articulação política firme, coordenada pelo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, em sintonia com o ministro da Secretaria de Governo, Antônio Imbassahy, e o rol de êxitos colhidos pela política econômica posta em execução sob a coordenação do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

Boas notícias da economia

Notícias como a retomada dos empregos, segundo dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) em contraste com a queda sistemática nos postos de emprego que vinha ocorrendo até a aplicação das atuais medidas econômicas, o aumento da arrecadação de impostos, impulsionada pelo último Refis, a retomada dos investimentos das montadoras de veículos estrangeiras, após o fim do programa Inovar-Auto, e o parecer de analistas de mais de duas dezenas de bancos internacionais indicando que, mantido o atual cronograma econômico, o ano de 2018 manterá o cenário de juros baixos.

Dificuldades na base

Uma das dificuldades, que inibem a expansão do número de votos pró-governo na análise das denúncias pela Câmara dos Deputados, está no racha que ocorre dentro do PSDB. O partido comanda quatro ministérios atualmente: Relações Exteriores (Aloysio Nunes), Cidades (Bruno Araújo), Direitos Humanos (Luislinda Valois) e Secretaria de Governo (Antônio Imbassahy). E na primeira votação da admissibilidade da denúncia, em agosto, teve 21 votos contrários ao presidente Temer. O governo tem prestigiado o ministro Imbassahy, que antes de ocupar o ministério, foi o líder do PSDB na Câmara dos Deputados.

Credibilidade política de Eliseu Padilha

Dois deputados federais gaúchos que integram a base do governo, ao embarcarem neste domingo para Brasília, confidenciaram ao colunista que respeitam o trabalho do ministro Antônio Imbassahy, mas preferem dialogar com o Chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. A razão, segundo o testemunho de ambos: “o ministro Padilha cumpre acordos”.

Fenômeno Mourão cresce nas redes sociais

Desde que concedeu em agosto de 2015 a primeira entrevista com repercussão nacional, ao jornalista Paulo Sérgio Pinto, no programa Pampa Debates da Rede Pampa de Comunicação, o general de Exército Antonio Hamilton Martins Mourão viu crescer no País inteiro uma legião de admiradores das suas posições nacionalistas. As suas declarações, ainda como Comandante Militar do Sul à época, produziram uma repercussão muito forte. Oficial da turma de 1975 da AMAN (Academia Militar das Agulhas Negras), Mourão não disse nada mais do que repetir a Constituição brasileira. Foi assim naquela entrevista em 2015, como foi o que ocorreu mais recentemente, ao falar em setembro, em uma sessão branca de uma Loja Maçônica em Brasília, quando reafirmou que “as Forças Armadas estão preparadas para intervir, caso venha a ser chamada pelo Judiciário”. O General tem posições firmes e deixou claro isso quando permitiu que ocorresse, em Santa Maria, uma homenagem de subordinados ao coronel Brilhante Ustra.

Já falecido, Ustra é considerado um dos símbolos do regime militar (1964 a 1985). Essa força de Mourão junto ao público,em especial nas redes sociais, rendeu-lhe o respeito de setores relevantes das Forças Armadas e ataques da oposição, que vê nele um contraponto importante à pregação da esquerda.

Comandante é Mestre

O general de exército Antonio Hamilton Martins Mourão não é um forasteiro em Lojas Maçônicas: ele é Mestre Maçom.

Pesquisas em Santa Catarina

O Instituto Paraná Pesquisas identificou que, se as eleições fossem hoje, o eleitorado de Santa Catarina escolheria Jair Bolsonaro para presidente da República na disputa do primeiro turno, com 26% contra 18% do ex-presidente Lula. Na disputa ao governo do Estado, Esperidião Amin (PP) venceria o senador Paulo Bauer (PSDB) por um escore de 30% a 20%.

PEC valoriza guardas municipais

Andou bem o deputado estadual Pedro Pereira (PSDB) ao mobilizar assinaturas de 40 parlamentares, em apoio a uma proposta de emenda à Constituição (PEC 264/2017) que dá atribuições suplementares às guardas municipais. O deputado justifica que “se torna necessário essa atualização quem vem para somar, principalmente no que se refere à educação no trânsito e a segurança pública”. A proposta acrescenta ações de orientação, fiscalização e operação na fluidez e o controle de veículos, de pedestres e de animais; o desenvolvimento da circulação e da segurança dos ciclistas, e a colaboração com os demais órgãos de segurança pública nas ações de preservação da ordem e da paz social.

Reação do Ministério da Defesa

Reportagem da revista Época sob o título “A Corrupção Fardada” apontando casos de irregularidades sob investigação, envolvendo militares, mereceu uma dura nota do Ministério da Defesa, pela falta de contraponto no texto publicado. Alguns pontos da resposta das Forças Armadas denunciam o caráter ofensivo do texto da reportagem, em especial por generalizar os fatos, com base em poucos casos sob investigação e ainda sem apuração final.