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No rádio e na TV, Geraldo Alckmin e Alvaro Dias citam ataque a Bolsonaro

A campanha do candidato do PSL destacou as orações feitas para ele. (Foto: Agência Brasil)

O candidato Geraldo Alckmin (PSDB) abriu seu programa de rádio e na TV neste sábado (8) mencionando o atentado contra Jair Bolsonaro (PSL) e afirmando que a política é a única arma aceitável na disputa eleitoral. A campanha do tucano mudou as peças que vinham sendo veiculadas e retirou ataques direitos ao adversário.

“O debate das ideias, por mais divergentes que elas sejam, é uma exigência da democracia. Para resolver diferenças partidárias existe a política. A política é a única arma aceitável numa disputa eleitoral. Nada justifica a violência. Eu e minha família estamos juntos nas orações pela plena recuperação do candidato Jair Bolsonaro’, afirmou Alckmin, logo na abertura do seu programa.

A publicidade do tucano no rádio foi além e afirmou ainda que “violência é o pior caminho para atacar a violência” e que qualquer um pode ser vítima disso. Afirmou ainda que “não é na bala e nem na facada” que se resolvem problemas. No tom mais propositivo, a propaganda do PSDB procurou destacar a experiência de Alckmin e disse que não se pode colocar na presidência alguém que não sabe governar.

A campanha de Bolsonaro, por sua vez, destacou na TV as orações pela vida do candidato. “O povo brasileiro caminha unido em oração pela vida do nosso Jair Messias Bolsonaro”, diz a peça.

O candidato Alvaro Dias (Podemos) também fez menção ao atentado em sua propaganda. Desejou que o adversário se recupere rápido e afirmou que “não é na faca e nem na bala que vamos resolver os problemas”.

As demais campanhas não mencionaram o episódio em seus programas. As campanhas do PT e de Henrique Meirelles (MDB) reprisaram os programas exibidos na última quinta-feira (6).

Redes sociais

Impossibilitado de fazer atos públicos de campanha após ter sido atingido por uma facada, o presidenciável Jair Bolsonaro deve usar as redes sociais para se dirigir a seus eleitores nos próximos 30 dias que antecedem as eleições.

Menos de 24 horas depois de ter sofrido o atentado, ele recorreu à internet para tranquilizar seguidores: “Estou bem e me recuperando!”, escreveu. “Agradeço do fundo do meu coração a Deus, minha esposa e filhos, que estão ao meu lado, aos médicos que cuidam de mim e que são essenciais para que eu pudesse continuar com vocês aqui na Terra, e a todos pelo apoio e orações!”.

Com grande número de seguidores, que ultrapassam 1 milhão, em questão de segundos as postagens receberam centenas de replicações e respostas.

Como a internação pode durar pelo menos dez dias, outros assumirão a dianteira nos atos de rua. Já foram escalados para a função dois de seus filhos, o candidato ao Senado Flavio Bolsonaro (PSL-RJ) e o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que disputa reeleição. O vice da chapa, general Hamilton Mourão (PRTB), também deve assumir algumas das agendas.

O ataque sofrido pelo candidato coincidiu com um momento em que a organização da campanha pretendia intensificar os atos nas ruas.

Embora lidere pesquisas de intenção de votos, ele perde para quase todos adversários em simulações de segundo turno, exceto Fernando Haddad (PT), com quem aparece tecnicamente empatado.

Diante disso, aliados haviam decidido intensificar as ações de campanha nos maiores colégios eleitorais, em especial Estados do Sudeste e do Nordeste, e incluir agendas públicas nos domingos e nas segundas-feiras, dias que o candidato tirava para descansar ou para se preparar para entrevistas e debates. Bolsonaro havia se comprometido a ir pela primeira vez ao Nordeste desde que foi oficializado candidato.

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