Últimas Notícias > Capa – Magazine > Eduardo Bolsonaro passa final de semana em Bento Gonçalves, na Serra gaúcha

Novo dono do campo

Convenção do PSDB consolida a ascensão de João Doria. (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

O PSDB vai virar o jogo na convenção nacional da próxima sexta-feira. O governador de São Paulo, João Doria, com apoio do diretório gaúcho entre outros, assumirá o comando do partido e avisou ontem: os que não concordarem com as novas diretrizes podem se dirigir à porta de saída.

Doria mandará para a reserva o time de intelectuais, liderado por Fernando Henrique Cardoso e José Serra. Foi quem levou o partido à vitória em duas eleições presidenciais. Doria adotará uma linha de centro, mais pragmática e sem submissão a ideias surgidas nos longos almoços em restaurantes caros de São Paulo.

Vassoura na mão

Para mostrar serviço, Doria anunciou: tucanos que sejam acusados de irregularidades deverão se afastar do partido para cuidar de suas defesas. Caso inocentados, poderão voltar à sigla. Será tema de seu primeiro choque: esta semana, a Comissão de Ética do PSDB absolveu Aécio Neves, envolvido no recebimento de 2 milhões de reais em propina. Que comissão, hein?

Linha própria

No encontro de governadores, ontem, em Gramado, Wilson Witzel, do Rio de Janeiro, foi a única ausência entre os convidados. Não apostou em resultados concretos e enviou seu vice, Cláudio Castro. Perdeu o friozinho da Serra. Nada mais.

Olhando para trás

A legislação prevê que o sistema brasileiro de pensões e aposentadoria deve ser financiado de forma tripartite. O trabalhador contribui proporcionalmente ao salário e o empregador recolhe de acordo com a folha de pagamento. A terceira parte caberia ao governo federal, obrigado a cobrir eventuais casos de insuficiência financeira do sistema.

Para que se tenha ideia do desleixo, especialistas fizeram levantamento, nunca contestado pelas autoridades: entre 1966 e 1989, a União devia à Previdência 28 bilhões de dólares.

Prazos

O governo corre contra o tempo para votar a reforma da Previdência, mas enfrentará período de calmaria: senadores e deputados federais do Nordeste diminuirão a frequência em Brasília. É tradição participarem das festas juninas. Os eleitores não perdoam a ausência. Em julho, virá o recesso.

Tem para todos

Na próxima sexta-feira, as contas bancárias de 35 siglas vão engordar. Do Tesouro Nacional sairá a quota mensal de 67 milhões de reais para o Fundo Partidário.

Será que acordam?  

De tempos em tempos, o despertador precisa tocar para lembrar: em 1996, a Lei Kandir promoveu a desoneração do ICMS na exportação de matérias-primas e produtos semielaborados, assegurando ressarcimento aos Estados que perderiam receitas. Em Brasília, sucessivos governos rasgaram a lei.

Cúmulo da desobediência

Opinião de Everardo Maciel, que foi secretário da Receita Federal de 1995 a 2002, sobre a Lei Kandir: “O ressarcimento é operação inacabada. Constitui vistoso esqueleto para a União e prejuízo corrente para os Estados, demandando interveniência do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal de Contas da União.

Os dois órgãos já mandaram pagar, mas não adianta.

Há 60 anos

A 26 de maio de 1959, o Partido Social Democrático no Rio Grande do Sul vetou o marechal Henrique Teixeira Lott, escolhido pela direção nacional para concorrer à Presidência da República em coligação com o PTB. Alegação: o ex-ministro da Guerra era muito ligado a João Goulart e Leonel Brizola. O PSD gaúcho apoiou Jânio Quadros.

Precisam descruzar os braços

Crescem as reclamações de pedestres nas cidades em que patinetes são usados. O Código de Trânsito Brasileiro não cita o veículo, que se enquadra entre “os equipamentos de mobilidade autopropelidos”, fixando regras: o uso do capacete, velocidade de 6 quilômetros nas calçadas e 20 quilômetros nas ciclovias. Cabe a cada prefeitura legislar sobre detalhamentos.

Resumo

Na Política, uma semana de contradições. Os que mais apareceram foram os bombeiros incendiários.

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