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Núcleo do governo já discute minirreforma ministerial

“Não há razão pra votar contra a reforma da Previdência.” – Governador de São Paulo, João Doria, diz que governadores em “sã consciência” são a favor

O núcleo duro do governo já discute quais caminhos traçar para uma provável minirreforma ministerial, a ser realizada ainda neste semestre. O principal nome discutido foi o da ministra Damares Alves (Mulher e Direitos Humanos), mas até agora o consenso é de que ela fica no cargo. A permanência é atribuída à proximidade com o presidente Jair Bolsonaro, além da grande popularidade com a base eleitoral.

Popularidade

Damares é considerada a “segunda mais popular” entre todos os ministros da Esplanada, perde apenas para Sérgio Moro (Justiça).

Relação próxima

A ministra foi defendida diretamente por Bolsonaro no episódio do “menino veste azul e menina veste rosa”. Deve ficar.

De saída

Sergio Queiroz, secretário de Direitos Humanos, área considerada estratégica para o sucesso da nova administração, deve ser substituído.

Não é crise, é tradição

Tradicionalmente, governos realizam mudanças nos primeiros 100 dias de mandato. Collor, FHC, Lula e Dilma fizeram ‘minirreformas’ iniciais.

Moro alugou apartamento na Asa Sul

A corretora de imóveis que atendeu o ministro Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública) em Brasília se revelou encantada com a humildade do herói da Operação Lava-Jato. Ele procurou, para alugar, um apartamento que fosse digno mas simples, do tamanho das possibilidades de seus vencimentos, que incluem auxílio-moradia provisório enquanto ocupar o cargo. Bem diferente da vitaliciedade dos vencimentos e do auxílio-moradia da magistratura.

Boa escolha

Após muito procurar e avaliar, Moro optou por um apartamento na Asa Sul.

Tempos de fausto

No passado, titular da Justiça tinha mansão na Península dos Ministros, com todas as mordomias por nossa conta.

Comparação

Em 2016, após o impeachment de Dilma, o MDB resolveu dar um “upgrade” na sua sede em Brasília e alugou uma mansão por R$ 24 mil ao mês.

Fundamental é com ele

Alguns aliados do governo dizem preferir lidar diretamente com o ministro Paulo Guedes (Economia), que já negocia com a base pautas fundamentais para o sucesso do governo, como a reforma da Previdência.

Vidraça

No Congresso Nacional, parlamentares já dizem que o ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) foi “esvaziado”. É do jogo. Quem lida com deputados e senadores é o primeiro a virar “vidraça”.

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) já mudou o discurso e se ofereceu: “Se Bolsonaro me chamar, eu vou”. O problema é que o presidente da República disse, durante a campanha, que políticos como Calheiros não voltariam a frequentar o Palácio do Planalto.

Saudades do poder

Derrotado para o Senado, o deputado André Moura (PSC), ex-líder do governo de Michel Temer, espalha em Sergipe que continuará controlando órgãos federais e a liberação de verbas e emendas. Ninguém acredita nisso.

Oposição sem meio

Oposição anunciada ao governo Bolsonaro, PT, PSOL, PCdoB e PDT elegeram 103 deputados, dos quais 56 são petistas. O MDB de Fábio Ramalho, que pretende ser presidente da Câmara, tem 34 deputados.

Imposto federal

Ganha força na internet o “movimento” pelo IFMF (Imposto Federal sobre a Movimentação Financeira), espécie de Imposto Único com CPMF. Mas defensores do tributo querem diminuir impostos, antes de condensá-los.

Terrorismo em pauta

Sérgio Moro discutiu com os deputados João Campos (PRB-GO) e Danilo Fortes a necessidade de alterações na lei de execução penal, especialmente em relação a condenados por organização criminosa e terrorismo.

Otimismo em alta

Atingido em cheio pela cláusula de barreira, o DC (Democracia Cristã) prevê crescimento de até 35% no número de filiados com a “municipalização”. “Em 1995, não tínhamos fundo partidário ou tempo de TV”, diz o seu presidente José Maria Eymael.

Pensando bem…

… O voto secreto só serve para senadores esconderem dos eleitores que votaram no colega de pior reputação para presidir a Casa.

PODER SEM PUDOR

O ritmo da crise

O senador gaúcho Pinheiro Machado (1851-1915) saía do Senado, em uma tarde de forte crise política. Nas ruas, o povo estava inquieto.

– Como é que eu devo dirigir, senador? – indagou o preocupado motorista.

– Nem tão ligeiro que pareça covardia – respondeu o líder conservador – nem tão devagar que dê ideia de provocação…

Com André Brito e Tiago Vasconcelos

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