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Trânsito do dinheiro

Assembleia Legislativa aprovará projeto reconhecendo o Castelo de Pedras Altas como de Relevante Interesse Histórico e Cultural do Rio Grande do Sul. (Foto: Anelise Kunrath/Divulgação)

Desde 1º de janeiro deste ano até sexta-feira última, o governo do Estado arrecadou 46 bilhões e 359 milhões de reais em tributos e gastou 49 bilhões e 245 milhões. A expectativa é de que a receita, a 31 dezembro, atinja 73 bilhões e 362 milhões. O déficit atual de 2 bilhões e 896 milhões de reais não ficará abaixo de 4 bilhões.

Dois pesos

Henrique Meirelles, ministro da Fazenda entre maio de 2016 e abril de 2018, dizia e repetia: “Não se sustenta um País que gasta mais do que produz.” Recomendava que os Estados fizessem ajustes com urgência. Agora, como secretário da Fazenda do Estado de São Paulo, conhece o lado mais difícil da moeda. Mesmo usando a tesoura nas despesas, o déficit orçamentário que administra não ficará abaixo de 10 bilhões e 500 milhões de reais no final do ano.

Visão realista

Jair Soares, ex-ministro e ex-governador do Estado, comentou a nota “Coisa de País rico…”, publicada por esta coluna na sexta-feira: “Existe um exaustivo trabalho liderado pelo grande Eugênio Gudin, sob o título ‘Custo Brasília’. O ministro Delfim Netto foi, até agora, o único ministro que pagou alguma coisa de volta aos cofres. Parabéns. Se a Imprensa fosse mais insistente na cobrança dos desvios de recursos que foram surrupiados da Previdência, os aposentados teriam benefícios muito melhores do que recebem hoje.”

Tarde quente

Funcionários públicos estaduais deverão lotar as galerias da Assembleia Legislativa na terça-feira à tarde. Está na fila de votações o projeto que extingue a licença capacitação, concedida por três meses a cada cinco anos. Os 19 deputados que assinaram a emenda constitucional alegam que “em um cenário de colapso das contas públicas e de esforço conjunto para reduzir a estrutura do Estado, a manutenção merece um exame atento”.

Recuperação necessária

Outro projeto na pauta da Assembleia é o que declara o Castelo de Pedras Altas como de Relevante Interesse Histórico e Cultural do Rio Grande do Sul.

Erguido entre 1909 e 1913 pelo diplomata e político Joaquim Francisco de Assis Brasil, tem estilo medieval. Situa-se a 30 quilômetros do centro do município de Pedras Altas.

O deputado estadual Luiz Fernando Mainardi, autor do projeto, ressalta: “O Castelo, embora seja tombado pelo patrimônio histórico, não recebeu o merecido destaque entre os bens culturais de nosso Estado. Além de sua peculiaridade arquitetônica, abriga um vasto acervo de importância histórica, o que inclui mobiliário de época, livros raros e documentos de Assis Brasil.”

Valor histórico

No Castelo de Pedras Altas, ocorreu a assinatura do tratado de paz que deu fim à Revolução de 1923. Afora o seu valor histórico, é um dos principais atrativos turísticos do Rio Grande do Sul. Durante longo período, esteve aberto para visitações, com grande demanda de turistas. Hoje, infelizmente, o Castelo se encontra fechado, em grave estado de degradação e sem manutenção. A elogiável iniciativa de Mainardi visa recuperar o patrimônio.

Aula não assimilada

O Brasil possui 20 por cento da água do mundo. É a primeira colocação e um privilégio, quando se sabe que só 3 por cento da água do planeta é aproveitável. Comparando: a China tem 5,7 por cento e os Estados Unidos, 3,8 por cento.

Preservar, não poluindo, é tarefa de cada um e de todos. Rios, lagoas e mares não podem ser latas de lixo, como ocorre frequentemente.

Não se entendem

Dos quatro vereadores tucanos em Pelotas, dois são contrários à aprovação de projetos de parcerias público-privadas. Caso raro, considerando que a prefeita Paula Mascarenhas é do PSDB e essa é uma das linhas do partido.

Devem tirar a dúvida

Em vez baterem boca na tribuna, os vereadores de Porto Alegre poderiam se lançar ao levantamento detalhado e descobrir se a saúde pública piora por falta de dinheiro ou pelos métodos do sistema.

Por decisões de sentenças

Boletim da Superintendência dos Serviços Penitenciários: há 42 mil e 342 presos em todo o Estado, sendo 40 mil e 126 homens e 2 mil e 216 mulheres.

Em Santa Catarina, estão presos 26 mil e 628 condenados e, no Paraná, 21 mil e 508.

Fora da realidade

Há quem acredite que os grandes problemas do País serão resolvidos com pequenas picuinhas.