Quinta-feira, 28 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 15 de setembro de 2015
O vice-chanceler alemão Sigmar Gabriel afirmou nessa segunda-feira que a Alemanha pode receber até um milhão de refugiados neste ano. O número é superior à estimativa anterior, que indicava 800 mil.
“Há muitos sinais que mostram que este ano não teremos que admitir 800 mil refugiados como previu o Ministério do Interior, e sim um milhão.” Gabriel fez a declaração ao site do Partido Social-Democrata, que é presidido por ele.
O número de 800 mil demandantes de asilo para 2015 já constituía um recorde na Europa. Em entrevista ao jornal Tagesspiegel, Gabriel afirmou que a “inação europeia na crise de refugiados levou a Alemanha ao limite de suas capacidades”. “O primeiro problema não é o número de refugiados e sim a rapidez com que chegam, o que complica a tarefa dos Estados regionais e das cidades para recebê-los”, disse.
Reintrodução provisória
O país anunciou no domingo a reintrodução provisória de controles nas fronteiras para “conter o fluxo de refugiados que chegam à Alemanha”, com a mobilização de “centenas” de policiais”. “A Alemanha introduz provisoriamente controles em suas fronteiras, em particular com a Áustria”, indicou o ministro do Interior da Alemanha, Thomas de Maizier, em Berlim, depois que nas duas últimas semanas 63 mil imigrantes chegaram a Munique, principal porta de entrada na Alemanha. “Também é absolutamente necessário por razões de segurança”, acrescentou o ministro em uma declaração à imprensa.
Comissão europeia
Em comunicado, a Comissão Europeia afirmou que a Alemanha parece estar legalmente justificada em restituir controle de fronteiras, especialmente em sua divisa com a Áustria, e disse que isso mostrou a necessidade de os países do bloco definirem uma abordagem comum à questão dos refugiados. “A reintrodução temporária dos controles de fronteira entre os Estados-membros é uma possibilidade excepcional explicitamente prevista e regulada pelo código de fronteiras Schengen, em caso de uma situação de crise”, conforme informou a Comissão Europeia em um comunicado. “A situação atual na Alemanha, à primeira vista, parece ser uma situação abrangida pelas regras”, apontou. (France Press)
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