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Brasil Coronel da Força Aérea Brasileira é condenado à prisão por chamar soldado de “crioulo”

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O caso ocorreu em junho de 2021, no Parque de Material Aeronáutico de São Paulo

Foto: Reprodução/Twitter
O caso ocorreu em junho de 2021, no Parque de Material Aeronáutico de São Paulo. (Foto: Reprodução/Twitter)

Um coronel da FAB (Força Aérea Brasileira) foi condenado pelo STM (Superior Tribunal Militar) a um ano de prisão por injúria racial. Ele usou a expressão “crioulo”, em tom de ironia e deboche, para se referir a um subordinado.

A decisão foi divulgada na terça-feira (23). Os nomes dos envolvidos não foram revelados porque o processo correu em segredo de justiça. No julgamento, os ministros do STM mudaram o entendimento da Justiça de primeiro grau, em que o militar havia sido absolvido.

A situação ocorreu em junho de 2021, no Parque de Material Aeronáutico de São Paulo. De acordo com o que foi relatado no processo, após ser questionado pelo coronel sobre qual curso superior estava cursando, o soldado ouviu do militar: “Um crioulo fazendo economia!”.

Dias depois, a vítima comunicou formalmente os fatos a outro oficial, relatando que a situação havia sido “desconfortável, humilhante, constrangedora”, e destacando que a expressão “crioulo” foi proferida de forma irônica e debochada.

Em sua defesa na ação penal, o coronel afirmou que houve erro de interpretação por parte da vítima. Ele alegou que, em momento algum, teria dito que o subordinado era um “crioulo” e que “não faria sentido o soldado ter ficado ofendido com a situação e, ao mesmo tempo, continuar conversando com ele por mais dez minutos normalmente”.

O relator do caso no STM, ministro José Barroso Filho, discordou da defesa e, atendendo a pedido do Ministério Público, propôs derrubar a decisão de primeiro grau. O seu voto foi seguido pelos demais ministros.

“O Brasil intitula-se como sendo um país formado de várias raças, etnias e religiões, onde não haveria, em tese, conforme existe em outros lugares, discriminação. Entretanto, é sabido que há uma forma de discriminação velada, trazida por ofensas e comentários desairosos a pessoas e instituições, que demonstram a face segregativa de muitos”, fundamentou o relator no seu voto.

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8 Comentários
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Vanderlei Ochoa
24 de maio de 2023 11:46

Brasil acima de tudo, LEIS ACIMA DE TODOS…

Junior Mendes Guimares
24 de maio de 2023 11:48

Sei lá!

Andre Palo
24 de maio de 2023 13:31

Melancias se acomodando,…!

Vanderlei Ochoa
24 de maio de 2023 14:06

Se não sabe como chamar, chama de cidadão. De colega, De amigo, De companheiro,

Roland Frantz Celtan
24 de maio de 2023 14:00

Como chamar um negro? Este país está a cada dia pior somente frescura não se pode falar mais nada nesta b____ de paiseco de quinto mundo!

Nilton G Veiga
24 de maio de 2023 15:46

Certa vez fui chamado de “peixe” por uma senhora negra e ficou por isso mesmo, não havia porquê me ofender pois foi apenas uma expressão.
Fazem tempestade em copo d’água… é muita besteira, muito mi mi mi…

Renato Barenho
24 de maio de 2023 15:59

Algumas vezes me chamaram de branquela e não me incomodei com isso. Poderia então considerar uma ofensa? Não sou completamente branco, pois sou descendente de italianos e espanhóis. Me criei em vila onde a maioria das pessoas eram descendentes de negros e nunca vi alguém preocupar-se em ser chamado de negro ou crioulo. Também chamavam alguns de alemão batata pelas suas descendências e nunca houve problemas com isso. Hoje quase tudo que se fala pode ser considerado ofensa. Tenho vários amigos e alguns compadres descendentes de africanos e nunca vi algum deles se ofenderem com palavras que hoje consideram ofensas.… Leia mais »

Eloa Guterres
24 de maio de 2023 16:53

Virou uma merda isso!! Por acaso nao exite negros e brancos?? Vão brigar com Deus, que fez essa diferença de pele. O que o povo tem haver com isso?? As pessoas nao se aceitam msis como elas são. Antigamente era até carinhoso chamar alguém de neginho, hoje, se você falar isso vai para cadeia e responde processo!!!

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