Quinta-feira, 28 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 20 de fevereiro de 2016
O governo do presidente da Argentina, Mauricio Macri, pediu a suspensão da distribuição de kits infantis do Plan Qunita (Plano Bercinho, em tradução livre), lançado em julho de 2015 por Cristina Kirchner. No dia 16, três ex-ministros kirchneristas foram acusados por irregularidades na licitação dos produtos, reprovados em avaliações técnicas ainda na administração anterior. O pedido para o fim da entrega ganhou destaque após a denúncia.
O juiz federal Claudio Bonadio inclui o ex-chefe de gabinete Aníbal Fernández e dois ex-ministros da Saúde, Juan Manzur e Daniel Gollán, entre 23 acusados em um processo cuja base é o superfaturamento dos kits. O magistrado pediu o bloqueio dos bens dos indiciados. Um dos programas sociais mais populares do governo de Cristina, o Plan Qunita consumiu 1,1 bilhão de pesos.
Cada um dos 140 mil kits custou 8 mil pesos (2,1 mil reais), o que, segundo o juiz, representou um desvio de 3 mil pesos (800 reais) por unidade. O item principal do kit é um berço com alças de plástico que, conforme o Instituto Nacional de Tecnologia Industrial, se rompe quando bebês passam dos 7 quilos. As beneficiárias são mães desempregadas que recebem a Asignación Universal por Hijo, uma espécie de Bolsa Família, carro-chefe dos programas sociais.
Segundo o juiz, as empresas ganhadoras da licitação começaram a comprar os insumos antes de anunciado o resultado. Ele anexou ao processo a troca de ligações entre diretores delas, o que indica a combinação do preço, e salientou que nenhuma tinha experiência na área. Os três ministros se eximiram de responsabilidade, sem negar com veemência possíveis irregularidades. (AE)
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