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Economia Dólar cai e fecha a R$ 5,02 com foco no Oriente Médio; Bolsa recua

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Segundo o Boletim Focus, a previsão para a cotação do dólar no fim do próximo ano recuou de R$ 5,17 para R$ 5,16.

Foto: Freepik
Segundo o Boletim Focus, a previsão para a cotação do dólar no fim do próximo ano recuou de R$ 5,17 para R$ 5,16. (Foto: Freepik)

O dólar encerrou a sessão desta segunda-feira (1º) em queda de 0,39%, cotado a R$ 5,0226. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em baixa de 0,91%, aos 172.211 pontos, em um dia marcado pela volatilidade nos mercados globais diante dos desdobramentos do conflito no Oriente Médio e pela divulgação de indicadores econômicos no Brasil e nos Estados Unidos.

Os investidores acompanharam com atenção a escalada das tensões na região após a interrupção das negociações entre Irã e Estados Unidos. Segundo a agência iraniana Tasnim, a equipe de negociação de Teerã suspendeu as conversas depois que Israel anunciou novos ataques ao Líbano, condicionando um eventual acordo à implementação de um cessar-fogo.

O cenário elevou a preocupação dos mercados ao longo da manhã, especialmente em relação ao fornecimento global de petróleo. No entanto, os temores diminuíram durante a tarde após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que um cessar-fogo estava em vigor no Líbano. Segundo ele, houve conversas com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e representantes do Hezbollah para conter a escalada do conflito.

Com a redução da aversão ao risco, a disparada das cotações do petróleo perdeu força. Mesmo assim, os contratos internacionais seguiram em alta. O barril do Brent, referência global, avançava 4,61% no fim da tarde, negociado a US$ 95,32. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, subia 5,98%, para US$ 92,58.

No cenário doméstico, investidores também monitoraram os desdobramentos da decisão do governo americano de classificar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Mais cedo, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou em entrevista à rádio CBN que pretende se reunir ainda nesta semana com autoridades dos Estados Unidos para discutir o tema.

Outro destaque do dia foi a divulgação do Boletim Focus, relatório semanal do Banco Central que reúne projeções de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos do país. Pela 12ª semana consecutiva, o mercado elevou sua expectativa para a inflação de 2026. A projeção passou de 5,04% para 5,09%.

Analistas apontam que a principal pressão vem da alta dos preços internacionais do petróleo, impulsionada pelas incertezas geopolíticas no Oriente Médio. O encarecimento da commodity pode afetar os preços dos combustíveis e, consequentemente, pressionar a inflação nos próximos meses.

Apesar da revisão para cima da inflação, os economistas mantiveram a expectativa de redução gradual dos juros nos próximos anos. As projeções para o crescimento econômico também apresentaram leve melhora.

Segundo o Focus, a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 subiu de 1,89% para 1,90%. Já a previsão para a cotação do dólar no fim do próximo ano recuou de R$ 5,17 para R$ 5,16.

Além dos dados brasileiros, os investidores acompanharam a divulgação dos índices PMI industrial e ISM manufatureiro dos Estados Unidos, indicadores que ajudam a medir o ritmo da atividade industrial e fornecem pistas sobre a trajetória da maior economia do mundo nos próximos meses.

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