Quinta-feira, 28 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 20 de julho de 2015
Titular das ações penais da Operação Lava-Jato, o juiz federal Sérgio Moro condenou ex-executivos da construtora Camargo Corrêa por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e atuação em organização criminosa referentes a superfaturamento e pagamento de propina para obtenção de contratos de obras de refinarias da Petrobras. A condenação refere-se às obras da Repar (Refinaria de Getúlio Vargas), no Paraná, e da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. É a primeira condenação de executivos (ou ex-funcionários) de empreiteiras investigadas por corrupção na Petrobras.
Eles poderão recorrer da decisão de Moro ao TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região). Se a sentença for mantida, eles poderão recorrer depois ao STJ (Superior Tribunal de Justiça).
Tanto o presidente da empresa, Dalton Avancini, quanto outros dois executivos da companhia – Eduardo Leite e João Auler, todos condenados –, estavam afastados desde suas prisões em novembro de 2014 e foram demitidos recentemente. Avancini e Leite fizeram acordo de delação premiada com a Justiça, em troca de penas mais brandas. Ambos estão em prisão domiciliar.
Auler, que presidia o conselho da construtora, não aceitou colaborar com a Justiça, mas também foi demitido. De acordo com a sentença, a Camargo Corrêa pagou 50 milhões de reais de propina à Diretoria de Abastecimento da Petrobras apenas nesses dois contratos. O valor equivale a 1% do valor das obras, segundo a sentença.
Condenações
Avancini foi condenado a 15 anos e dez meses de prisão, mais multa de 1,2 milhão de reais. Leite teve pena estipulada em 15 anos e dez meses de prisão, e multa de 900 mil reais. Auler foi condenado a nove anos e seis meses de prisão, mais multa de 288 mil reais. (Folhapress)
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