Sábado, 04 de Abril de 2020

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Capa – Caderno 1 A China afirmou que recebeu bem o convite dos Estados Unidos para realizar uma nova rodada de discussões comerciais

O presidente americano Donald Trump (E) e o seu colega chinês Xi Jinping. (Foto: Reprodução)

A China afirmou nesta quinta-feira (13) que recebeu bem o convite dos Estados Unidos para realizar uma nova rodada de discussões comerciais, no momento em que Washington se prepara para intensificar a guerra comercial entre os dois países com tarifas sobre 200 bilhões de dólares em bens chineses.

O governo americano convidou autoridades chinesas para retomar as negociações comerciais, afirmou na quarta-feira o principal assessor econômico da Casa Branca. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Geng Shuang, disse a repórteres que os dois países estão discutindo os detalhes.

“A China sempre manteve que uma intensificação do conflito comercial não é do interesse de ninguém. De fato, a partir das negociações preliminares do mês passado em Washington, as equipes comerciais dos dois lados mantiveram várias formas de contato e tiveram discussões sobre as preocupações de cada lado”, afirmou.

Larry Kudlow, que chefia o Conselho Econômico da Casa Branca, disse à Fox Business Network que o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, enviou um convite a autoridades chinesas, mas recusou-se a dar mais detalhes.

“Existem algumas discussões e informação que recebemos de que o governo chinês, o nível mais alto do governo chinês, deseja realizar conversas”, disse Kudlow. “Assim, o secretário Mnuchin, que é o líder da equipe com a China, aparentemente enviou um convite.”

Duas pessoas familiarizadas com os esforços disseram que o convite de Mnuchin foi enviado a seus equivalentes chineses, incluindo o vice-premiê, Liu He, e o principal assessor econômico do presidente chinês para negociações nas próximas semanas. O local e o dia ainda precisam ser definidos.

Déficit americano

Trump disse em uma reunião do Conselho Econômico dos EUA que a solução para o déficit fiscal americano seria imprimir mais dinheiro. A afirmação está no livro do jornalista político americano Bob Woodward, “Fear” (Medo, em tradução livre), que relata os bastidores da Casa Branca.

No livro de Woodward, que ao lado de Carl Bernstein revelou o caso Watergate, nos anos 1970, e ajudou a derrubar o presidente Richard Nixon, há detalhes sobre uma reunião entre Gary Cohn, ex-diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Trump e outros assessores.

“Vamos lá. Rode as prensas – imprima dinheiro”, disse Trump, segundo Woodward. Cohn teria dito ao presidente: “Não se pode fazer isso. Temos enormes déficits e eles importam. Precisamos controlá-los”. Segundo Woodward, Cohn ficou “espantado com a falta de compreensão básica de Trump”.

Na terça-feira (11), Cohn confirmou a jornalistas que Trump teria sugerido imprimir dinheiro, mas negou outras passagens do livro de Woodward. O ex-banqueiro do Goldman Sachs disse ao site americano Axios: “Este livro não retrata com precisão minha experiência na Casa Branca. Tenho orgulho de meu serviço no governo Trump e continuo a apoiar o presidente e sua agenda econômica”.

Entre as passagens relatadas por Woodward e refutadas por Cohn estão dois momentos em que ele teria retirado documentos importantes sobre política econômica da mesa de Trump para evitar que o presidente tomasse atitudes extemporâneas.

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