Segunda-feira, 14 de Junho de 2021

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Brasil A recarga de veículos elétricos ganhou regulamentação no Brasil

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Carros elétricos são comuns em diversos países. (Foto: Reprodução)

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou nesta semana a regulamentação sobre a recarga de veículos elétricos. Com isso, os empreendimentos interessados em prestar esse tipo de serviço, sejam eles distribuidoras, postos de combustíveis ou shopping centers, por exemplo, têm agora uma regulamentação básica, de forma a evitar interferências da atividade nos processos tarifários dos consumidores de energia elétrica.

A produção e comercialização de recarga já é feita em diversas partes do mundo para atender a demanda de carros elétricos. Segundo o diretor relator do processo, Tiago Correia, a regulamentação aprovada pela Aneel reduzirá incertezas e, com isso, favorecerá investimentos do setor privado na infraestrutura de recarga de veículos elétricos.

De acordo com a Aneel, esse tipo de veículo ajudará na redução das emissões de gás carbônico, além de aumentar a eficiência energética neste modal de transporte. A expectativa da agência é de que a propulsão elétrica alcance uma posição relevante no País nos próximos 10 anos.

Na prática, qualquer empreendedor pode instalar um ponto de recarga, pagando à distribuidora pela energia consumida, como em um imóvel atual que tem seu respectivo medidor, com base nas tarifas já cobradas atualmente e definidas pela Aneel. É o empreendedor que decidirá quanto vai cobrar do cliente.

Consultada, a Aneel informou que a nova regulamentação é mínima, prevendo a atividade livre, sem tarifa comercial nem residencial fixadas — diferente do que ocorre com os combustíveis como gasolina, etanol e diesel, por exemplo, controladas pela Petrobras.

As concessionárias locais poderão entrar no negócio, desde que a empresa constituída não tenha como atividade-fim a distribuição. Ou seja, poderão fazê-lo com a abertura de subsidiárias ou novas empresas.

Vendas em alta

As vendas de carros elétricos ou híbridos subiram 65% de janeiro a maio deste ano, na comparação com o mesmo período de 2017, antes mesmo da esperada redução de imposto prometida há meses pelo governo federal.

Segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE), em 5 meses, foram emplacadas 1.562 unidades dos chamados carros “verdes”, que produzem menos ou nenhum gás poluente da atmosfera.

O volume é pequeno e representa apenas 0,16% do total de veículos comercializados por aqui no período, enquanto na Noruega – país que lidera a troca da frota a combustão – chegou a 39% no ano passado.

Mesmo assim, o pequeno avanço é motivo de otimismo para o presdiente da ABVE, Ricardo Guggisberg. “O mercado de veículos elétricos no Brasil está pronto para decolar. Se o governo der os incentivos corretos, o comprador e a indústria responderão de imediato”, afirmou em nota.

Em 2017, foram emplacados 1,1 milhão de carros deste tipo no mundo inteiro, sendo mais da metade na China (580 mil), onde representaram 2,2% do mercado geral.

A China, que fez da eletrificação dos transportes uma prioridade estratégica para lutar contra a poluição, colocou no trânsito em 2017 o dobro de veículos elétricos ou híbridos que os Estados Unidos, o segundo maior mercado mundial.

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