Segunda-feira, 30 de Março de 2020

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Bem-Estar A vacina da gripe é testada para o tratamento do infarto

Infarto: há extenso conteúdo médico sobre a importância de pacientes cardíacos vacinarem-se contra a gripe (Foto: Reprodução)

Uma pesquisa de cardiologistas, coordenada pelo Hospital Israelita Albert Einstein em parceria com o Instituto do Coração (InCor) e mais 41 instituições médicas, testa o uso de vacinas da gripe como um importante aliado no tratamento emergencial de pacientes com quadro de infarto agudo.

O estudo avalia o impacto da aplicação de duas doses no momento em que o paciente é diagnosticado com o problema. Para as análises, foram escaladas 9.000 pessoas com o problema cardíaco na faixa etária dos 60 aos 65 anos. As primeiras conclusões do trabalho — que levará em conta tanto a recuperação quanto os riscos de reincidência de um novo infarto — devem ser publicadas em dezembro do ano que vem. Até lá, os participantes passam por exames clínicos de sangue e de imagem para acompanhamento da evolução do quadro de saúde.

“Se nossa hipótese for confirmada, o atual protocolo médico utilizado para o atendimento de pacientes infartados pode sofrer mudanças “, diz Otávio Berwanger, cardiologista e diretor-executivo da área de pesquisa do Hospital Israelita Albert Einstein. Todas as etapas do estudo são realizadas em parceria com o Ministério da Saúde por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS).

Método de prevenção

A pesquisa surge amparada em diretrizes médicas nacionais e internacionais que recomendam a imunização anual contra o vírus Influenza em todos os pacientes considerados de alto risco, o que inclui homens e mulheres com infarto. A relação entre os dois se dá em um processo anterior ao entupimento das artérias. “Antes de tudo, há uma inflamação, que é um dos gatilhos para que as placas de gordura se formem e se rompam”, explica Roberto Kalil Filho, presidente do InCor. “Isso facilita o desenvolvimento de coágulos com consequente obstrução dos vasos, acarretando o infarto.”

Quando o paciente toma a vacina, melhora a imunidade, diminui os riscos de infecção respiratória e ajuda a evitar as alterações vasculares que trazem o desenvolvimento do infarto.

O novo estudo, no entanto, levaria o uso da vacina a outro patamar, tornando-a parte do grupo de remédios recomendados aos pacientes no momento da internação em decorrência de um infarto. “É um passo além do que já conhecemos”, diz Berwanger.

Enquanto a pesquisa não revela suas primeiras conclusões, a orientação dos profissionais aos pacientes é que sigam tomando doses recomendadas durante as campanhas de vacinação.

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