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Cláudio Humberto Apesar das aparências, Padilha virou morto-vivo

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Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editorias de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

O presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), não bate prego sem estopa, como se diz em Alagoas, e sabe que sua crítica ao ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais), para ele um “incompetente”, lava a alma dos líderes de bancada cansados das embromações do “articulador político”. Há dois meses, em 11 de fevereiro, a pedido de Lira e de líderes, Lula designou Rui Costa (Casa Civil) como interlocutor. Desde então, Padilha virou morto-vivo no governo, sem papel definido.

Fofoca como vingança

Padilha é suspeito de ocupar seu tempo azarando ministérios, como o da Saúde, ou “plantando” na imprensa amiga fofocas contra seu “algoz”.

Mexerico da vez

Padilha teria espalhado mexerico atribuindo a Lira “esforço” para soltar o deputado Chiquinho Brazão, acusado no assassinato de Marielle Franco.

Esconde, esconde

O ministro tentou ajudar a “apagar” o fato de que os irmãos Brazão são aliados, por isso o PT não fechou questão para manter Chiquinho preso.

Elogio de amigo

À falta de declaração de que “continua prestigiado”, Padilha publicou no X de Elon Musk um vídeo antigo em que Lula elogia o “incompetente”.

Agressão do filho de Lula já cai no esquecimento

Onze dias se passaram e até agora o governo mantém constrangedor silêncio sobre o filho de Lula acusado de espancar a ex-mulher. O presidente e nem a falante primeira-dama ou qualquer das estridentes deputadas do PT, tampouco a Comissão de “Defesa da Mulher” da Câmara, presidida pela deputada Ana Pimentel (PT-M). Ninguém. Silêncio total até mesmo de repórteres que não incomodam suas excelências com perguntas, mantendo o caso longe das manchetes.

Não há censura

Medida protetiva da Justiça proíbe que Luiz Cláudio se aproxime da ex-mulher, mas não proíbe que se fale sobre o assunto, nem que o noticie.

Reino da hipocrisia

Esta semana, Ana Pimentel se recusou a incluir na pauta da Comissão de “Defesa da Mulher” até uma simples moção de repúdio à agressão.

Irá depor quando?

A mulher que denunciou as agressões já prestou depoimento. Espera-se que o acusado não receba o tratamento de inimputável que lhe é familiar.

Agressão ignorada

O PT resolveu divulgar nota de apoio a Alexandre Padilha, chamado de incompetente por Arthur Lira. Mas ainda não soltou nem uma notinha sobre o caçula de Lula, acusado de espancar a ex-mulher.

É assim que se faz

Em vez de hostilizar investidor, o presidente argentino Javier Milei teve a sabedoria de visitar Elon Musk na fábrica da Tesla e abrir negociações para atrair negócios geradores de empregos, renda e, claro, impostos.

Soco no estômago

“Um soco no estômago da família do sargento Dias”, conclui o ex-deputado Marcelo Aro após Lula vetar o fim da saidinha. O PM foi assassinado por um bandido que desfrutava da regalia, em Minas.

Questão de prioridades

É certa a derrubada do veto do presidente ao fim das saidinhas, diz Sanderson (PL-RS): “Se [Lula] usasse essa energia toda para enfrentar o narcotráfico e a corrupção o Brasil certamente seria o paraíso na terra”.

Direito de punição

Presidente da OAB, Beto Simonetti, quem diria, acordou do sono prolongado. Agora contestou a multa a advogado imposta por Alexandre de Moraes (STF). “O CNJ é responsável por punir os juízes, cabe à OAB a responsabilidade de punir um advogado”, acenou.

Tietagem paraibana

Desta vez foi em João Pessoa, Paraíba, que parou para acompanhar visita de Jair Bolsonaro. O ex-presidente foi ovacionado enquanto passeava pelo Mercado de Mangabeira, na sexta (12).

‘Eixo do mal’ no ataque

O mundo vive a expectativa de ataque iraniano a Israel, que os aiatolás chamam de “estado do mal”. É uma tentativa de imitar a alcunha a que fez jus, quando foi incluído entre as ditaduras do “eixo do mal”.

Punição é punição

O deputado Rodolfo Nogueira (PL-SP) prometeu “luta” para derrubar o veto de Lula ao fim das saidinhas. Para o deputado, “bandido não tem que ter regalia, tem que cumprir sua pena trancafiado na cadeia”.

Pensando bem…

…ao menos, até agora, a mulher que denunciou o filho de Lula ainda não foi acusada de dar barrigadas num cotovelo.

PODER SEM PUDOR

Deus é testemunha

O senador Mello Viana abandonou as hostes do brigadeiro Eduardo Gomes e virou militante apaixonado da candidatura do general Eurico Gaspar Dutra, na campanha presidencial de 1945. Num comício em Belo Horizonte, ergueu as mãos para os céus e pediu a Deus que Dutra fosse eleito. Padre Dutra, eleitor do brigadeiro, foi correndo contar a cena para Milton Campos: “O senhor precisava ver a cara do Mello Viana dirigindo-se a Deus!” Campos, o sábio, respondeu: “Pois eu queria era ver a cara de Deus!”

(Com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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