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Mundo Após negar, Bento XVI emite comunicado admitindo presença em reunião sobre padre denunciado por abuso sexual

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O papa emérito afirmou, pelo seu porta-voz, que a omissão “foi resultado de um descuido na edição da declaração”.

Foto: Reprodução
O papa emérito afirmou, pelo seu porta-voz, que a omissão “foi resultado de um descuido na edição da declaração”. (Foto: Reprodução)

O papa emérito Bento XVI reconheceu, nesta segunda-feira (24), que esteve em uma reunião de 1980 sobre um caso de abuso sexual quando era arcebispo de Munique (Alemanha), ele havia dito erroneamente aos investigadores  que não estava lá. Um relatório divulgado na semana passada sobre abusos na arquidiocese de 1945 a 2019 disse que o então cardeal Joseph Ratzinger falhou em agir contra os clérigos em quatro casos de supostos abusos quando era seu arcebispo entre 1977-1982.

Os advogados que investigaram o abuso responderam a uma afirmação de Bento XVI em uma declaração de 82 páginas de que ele não se lembrava de ter participado de uma reunião em 1980 para discutir o caso de um padre abusador. Eles disseram que isso contradizia os documentos em sua posse. Em um comunicado, o secretário pessoal do papa emérito, o arcebispo Georg Ganswein, disse que Bento XVI participou da reunião, mas a omissão “foi resultado de um descuido na edição da declaração” e “não foi feita por má fé”.

Ganswein disse que nenhuma decisão foi tomada na reunião de 1980 sobre uma nova designação para o padre, mas apenas um pedido para fornecer acomodação durante o tratamento terapêutico. “Ele [o Papa Bento XVI] sente muito por esse erro e pede desculpas”, disse Ganswein.

Ele disse que Bento XVI planeja explicar como o erro aconteceu depois que ele terminar de examinar o relatório de quase 2 mil páginas. Bento XVI, de 94 anos, enfermo e morando no Vaticano, renunciou ao papado em 2013. “Ele está lendo com atenção as declarações, que o enchem de vergonha e dor pelo sofrimento infligido às vítimas”, disse Ganswein. Uma revisão completa “levará algum tempo devido à sua idade e saúde”, acrescentou.

Apresentando o relatório na semana passada, o advogado Martin Pusch disse que Ratzinger não fez nada contra o abuso em quatro casos e que parecia não haver interesse demonstrado pelas partes lesadas. “Em um total de quatro casos, chegamos à conclusão de que o então arcebispo cardeal Ratzinger pode ser acusado de má conduta em casos de abuso sexual”, disse Pusch. “Ele ainda alega ignorância mesmo que, em nossa opinião, isso seja difícil de conciliar com a documentação.”

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