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Ciência Astronautas da Nasa fazem um tour pela cápsula da nave SpaceX

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Durante o tour em gravidade zero, Behnken admitiu que o espaço dentro da nave é limitado. (Foto: Reprodução)

Pouco tempo depois de se tornarem as primeiras pessoas da história a entrar em órbita em uma espaçonave comercial, os astronautas Bob Behnken e Douglas Hurley, da Nasa, tiraram um tempo para fazer um tour em vídeo pela nave da SpaceX.

A cápsula Crew Dragon consegue atracar na Estação Espacial Internacional (ISS) de forma totalmente autônoma. Contudo, os tripulantes podem intervir e assumir o controle a qualquer momento, para fazer ajustes na trajetória da espaçonave usando apenas telas sensíveis ao toque.

No entanto, Behnken observou que existem algumas linhas de botões abaixo das telas que garantem o pleno funcionamento de todos os sistemas, sem riscos caso um deles falhe. Os astronautas mostraram ainda seu companheiro de viagem, um pequeno dinossauro de brinquedo.

Durante o tour em gravidade zero, Behnken admitiu que o espaço dentro da nave é limitado. “É um pouco apertado”, afirmou o astronauta. Mesmo assim, Bob foi desafiado a fazer um mortal para trás, e mostrou desenvoltura ao cumprir seu desafio – pelo menos em parte. Devido ao espaço apertado dentro da cápsula da SpaceX, Behnken teve de se contentar com um giro lateral.

Segundo Hurley, é tradição que os astronautas deem nomes às cápsulas que os levam para fora da Terra. Pensando em sua história, os tripulantes batizaram a nave de Endeavor, em homenagem ao ônibus espacial em que ambos voaram no início de suas carreiras.

De acordo com a Nasa, a Crew Dragon poderá lançar até quatro tripulantes ao mesmo tempo, além de transportar mais de 100 kg de carga.

A jornada

Behnken e Hurley compararam a experiência de voar no foguete e cápsula da SpaceX com suas experiências anteriores com os ônibus espaciais Endeavour e Atlantis, da Nasa.

Segundo Behnken, “ficamos surpresos em como as coisas foram ‘suaves’ nos momentos iniciais do lançamento. O ônibus espacial era um tanto bruto no caminho até a órbita por causa dos propulsores com combustível sólido. Então nossa expectativa era que, ao chegar ao segundo estágio, as coisas fossem ainda mais suaves que no ônibus espacial”.

Mas a experiência mudou quando o segundo estágio do foguete foi acionado. “A Dragon estava ‘rugindo’ durante o caminho, e definitivamente nos sentimos como se estivéssemos cavalgando um dragão”, disse Behnken. “Não era a mesma sensação do ônibus espacial. Sentimos um pouco menos de força G, mas a melhor descrição é que o veículo parecia mais ‘vivo’”.

Segundo Hurley, outra diferença foi percebida ao atracar com a Estação Espacial. “No ônibus espacial você sentia um pequeno ‘tranco’, mas nada muito intenso”, disse. Com a Crew Dragon, “nem sentimos o momento do acoplamento”.

Embora possa atracar na ISS de forma completamente automática, Hurley pilotou a Crew Dragon manualmente durante a maior parte do processo, só delegando o controle aos computadores de bordo a poucos metros da estação.

Já Chris Cassidy, que havia chegado à ISS algumas semanas antes a bordo de uma cápsula russa Soyuz, disse que a Crew Dragon tinha um “cheiro de carro novo”: “quando abrimos a escotilha dava para perceber que era um veículo novo, com rostos sorridentes do outro lado e um sorriso no meu rosto. Como se você tivesse comprado um carro novo, o mesmo tipo de reação. Foi incrível ver meus amigos e um veículo totalmente novo”, afirmou o atual comandante da ISS.

Bob Behken, Doug Hurley e a Crew Dragon, oficialmente batizada de Endeavour em homenagem ao ônibus espacial, ficarão à bordo da ISS por um período de tempo ainda não determinado, que pode chegar a 120 dias.

O retorno será feito a bordo da cápsula, que é equipada com para-quedas para um pouso no oceano, como durante as missões Mercury, Gemini e Apollo nas décadas de 60 e 70.

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