Quinta-feira, 22 de Outubro de 2020

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Esporte Brasileira que lutou com Holly Holm já havia quebrado o braço da carrasca de Ronda

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Juliana Werner enfrentou Holly Holm no ano passado. (Foto: Reprodução)

No cartel de dez lutas no MMA da nova campeã dos pesos-galos do UFC, Holly Holm, uma brasileira aparece entre as adversárias que sucumbiram aos seus potentes chutes. Natural de Rio Negrinho, em Santa Catarina, Juliana Werner, 34 anos, disputou o cinturão do Legacy FC 30 contra Holly, em 4 de abril de 2014, em uma luta de cinco rounds. “Julie” sofreu nocaute técnico no quinto round, ou seja, aguentou 20 minutos de combate e foi a lutadora que ficou mais tempo em combate com a nova campeã.

Precisão da nova campeã. 

“Era uma disputa de cinturão, as duas iam disputar pela primeira vez. Ela foi uma das oponentes mais fortes que lutei, porque é muito precisa. Deu para ver na luta da Ronda [Rousey], quando ela dá socos retos. Ela tem uma precisão incrível para acertar no queixo, e acho que como sou striker, treino há 15 anos e venho da trocação, tenho mais lutas em pé, foi mais fácil aguentar. Na verdade, menos difícil, digamos, de aguentar os golpes. O pior foram os chutes da Holly. De perna, ela é incrivelmente forte. Não achei que ela me nocautearia com o chute”, contou a brasileira.

Assim como Ronda Rousey, Julie ficou com a boca machucada. Mas ao contrário da ex-campeã do UFC, ela não precisou de plástica e ainda deixou a sua marca em Holly Holm: quebrou o braço da peso-galo. “Ela quebrou um braço lutando comigo. Tem foto dela fazendo referência a mim, do osso quebrado na fan page dela no Facebook. Deixei ela marcada, foi dos dois lados. Ela machucou muito a minha boca, como fez com a Ronda, que fez cirurgia. No meu caso não precisei de plástica, só gelo na boca”,  contou.

Vitória surpreendente. 

Como boa parte do mundo e até o presidente do UFC, Dana White, Julie não acreditava que Ronda Rousey fosse perder para Holly Holm. Muito menos que um chute, o mesmo que a derrubou um dia, fosse acabar com a invencibilidade da então campeã dos pesos-galos, que tinha vencido 12 de 12 combates, dez deles com uma finalização por chave de braço. “Achava que a Ronda fosse finalizar ela, derrubá-la no chão e vencer. Mas a Holly treina com um dos melhores treinadores do mundo, que é o Greg Jackson, e fez a estratégia perfeita. Ela desloca e se movimenta bem. Quando eu fui lutar contra ela me avisaram: sabe que ela é aluna do Greg Jackson?”. O desafio era lutar com alguém supostamente melhor do que você. Mas contra a Ronda, a Holly chutou menos que nas outras lutas. Ela ia se expor se tentasse os chutes, porque a Ronda poderia derrubá-la. Se ganhasse, poderia ser por pontos, mas também não achei que a Ronda trocaria com a Holly, porque ela foi campeã mundial de boxe inúmeras vezes”,  opinou.

Preparação para um novo encontro. 

Professora de muay thai em uma academia de Joinville, (SC), onde vive há mais de 30 anos, Julie sonha com uma revanche contra Holly. Atualmente, a catarinense é contratada do XFC, onde fez duas lutas, com uma vitória e uma derrota. Apesar de estarem em eventos concorrentes, ela espera ter a chance de devolver a derrota amarga para a campeã do UFC.  “Gostaria muito de enfrentá-la de novo. Quando lutei com ela, não tive a preparação adequada, treinei com os meus alunos. Acordo às 5h vou até às 23h dando aula, não sou só atleta. Treino três vezes por dia, mas dou umas dez aulas no mesmo dia. Se surgisse a oportunidade, eu faria um camp, focaria em um treino específico para isso, que não foi o que consegui fazer da primeira vez”, relatou. (AG)

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