Sábado, 28 de Março de 2020

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Acontece O carnaval acende alerta para a importância da prevenção das doenças sexualmente transmissíveis

Aumento do número de casos de sífilis preocupa médicos, como aponta o dermatologista e secretário geral da Sociedade Brasileira de Dermatologia - Secção RS, André Costa Beber

Foto: Marcelo Matusiak
A prevenção da sífilis se dá através do uso do preservativo. (Foto: Reprodução)

O Carnaval chegou e junto com a folia, cresce a preocupação com infecções sexualmente transmissíveis (IST). A sífilis, uma das grandes representantes deste grupo, é uma infecção com tratamento conhecido e eficaz. O surgimento da penicilina, há quase um século, fez supor que a doença poderia ser eliminada. Mas apesar de ter permanecido sob controle por décadas, nos últimos anos voltou a preocupar médicos e a população. Uma das possíveis explicações para o aumento do número de casos da doença no Brasil e no mundo é, por mais paradoxal que possa parecer, o surgimento de tratamentos eficazes para o vírus HIV.

“Quando houve a epidemia da AIDS, no final do século passado, o medo dessa doença moldou hábitos de cuidado e prevenção às doenças sexualmente transmissíveis, levando a uma diminuição da incidência da sífilis. Hoje, porém, com a AIDS tendo um tratamento eficaz, o medo das DSTs diminuiu muito, principalmente entre os jovens que não vivenciaram a época mais sombria da epidemia de AIDS. Em resumo, os cuidados foram abandonados”, explica o dermatologista e secretário geral da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção RS, André Costa Beber.

A sífilis pode causar problemas graves, se não for diagnosticada e tratada corretamente. O sinal inicial da doença é uma pequena ferida onde ela foi contraída, que habitualmente é na boca ou na região genital.

Essa lesão é indolor e desaparece após algumas semanas, mesmo sem tratamento. Algumas pessoas não terão novos sinais da doença, enquanto outras vão apresentar manchas na pele e feridas na boca e região genital. Também essas lesões vão desaparecer, levando a uma falsa impressão de cura. Durante todo esse período, a sífilis é altamente contagiosa.

Para alguns doentes não tratados, após muitos anos do início da infecção, essa doença, trás consequências graves, que vão desde demências até a problemas cardiovasculares, neurológicos e ósseos, entre outros, que podem levar à óbito. Não são todos pacientes que terão esses sintomas, mas há o risco.

Outra preocupação é que a sífilis em gestantes pode levar ao surgimento de malformações fetais, que serão para a vida toda do bebê. A prevenção dá-se através do uso do preservativo. Quando o paciente perceber as lesões é indicado buscar o atendimento médico o mais breve possível. O teste rápido pode ser feito em qualquer unidade básica de saúde. Havendo o diagnóstico, o médico encaminhará o tratamento adequado.

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