Terça-feira, 11 de Agosto de 2020

Porto Alegre
Porto Alegre
11°
Light Rain

Ciência Cientistas da Nasa relatam a chegada de asteroides que poderiam atingir nosso planeta

Compartilhe esta notícia:

Cientistas relatam chegadas de asteroides que poderiam atingir nosso planeta. (Foto: Reprodução/Nasa)

Pesquisadores da Nasa (a agência espacial norte-americana) identificaram novos asteroides se dirigindo na direção da Terra, incluindo um quase três vezes maior que o meteoro de Chelyabinsk que caiu sobre a Sibéria em 2013.

De 21 metros de diâmetro, o 2020 NM se aproximará mais nesta quarta-feira (15), mas ainda será longe, a 4 milhões de quilômetros de distância.

Na sexta-feira (17), será a vez do 2020 MX, dono de um diâmetro de 48 metros, que se aproximará a 5,6 milhões de quilômetros.

Apesar de tudo, nenhum desses esboça uma ameaça tão grande ao nosso planeta como o 2011 ES4, que é também o maior de todos. Medindo 49 metros de diâmetro, é planejado que passe por nós em 1º de setembro, às 10h49, no horário de Brasília. Além disso, estará a 71.805 quilômetros da Terra, cerca de um quinto da distância entre a Terra e a Lua.

Por essas circunstâncias, o asteroide não mostrará ser uma ameaça global à vida na Terra, pois asteroides precisam ter centenas de metros de diâmetro para isso. No entanto, mesmo o meteoro que caiu na Rússia em 2013 explodiu com energia 33 vezes superior à da bomba atômica de Hiroshima, ferindo 1.491 pessoas e hospitalizando 112 delas./

Regras para descontaminação

A Nasa anunciou uma atualização nas políticas de prevenção a efeitos de contaminação de exploração espacial, especificamente na Lua e em Marte. Agora, existem duas novas NIDs, sigla para Nasa Interim Directives (“Direções Interinas da NASA”, em tradução livre) com definições sobre viagens humanas e robóticas para a Lua e viagens humanas a Marte.

Estamos possibilitando nosso importante objetivo de exploração sustentável da Lua e, ao mesmo tempo, protegendo a ciência futura em regiões não exploradas. Esses locais têm imenso valor científico em moldar nossa compreensão da história do nosso planeta, Lua e sistema solar”, disse Thomas Zurbuchen, administrador da Nasa.

Ambas as novas normas aliviam algumas das restrições para a exploração espacial – ao contrário do que vinha ocorrendo, uma vez que a agência espacial tem um longo histórico de regras rígidas sobre os níveis de contaminação biológica permitidos no envio de sondas e pessoas a outros planetas.

A agência espacial está focando seus esforços no envio de humanos para outros mundos (como o retorno da humanidade à Lua a partir de 2024 e a chegada dos primeiros astronautas a Marte, na década de 2030), o que acaba levando diversos microrganismos junto. Assim, como a exploração humana do espaço tem alta prioridade, é natural que a Nasa queira repensar as restrições da Lua e de Marte.

A primeira delas, intitulada NID 8715.128, apresenta medidas para o controle de possíveis contágios em projetos próprios ou afiliados. As atividades envolvem pouso, exploração ou órbita ao redor da Lua e visam evitar um cenário que leve um organismo da Terra ao corpo celeste.

A segunda diretriz, NID 8715.129, abrange a possível contaminação originária de Marte para a Terra, através de amostras trazidas para estudos. “Proteger a Terra de possíveis contaminações é a maior prioridade de proteção planetária na exploração de Marte”, diz o comunicado da agência.

É importante que futuras missões deixem para trás um ambiente primitivo, para sabermos que uma possível descoberta não tenha sido deixada por nós antes ou venha impactar em outras pesquisas”, ressaltou Jim Bridenstine, diretor da agência.

Outro objetivo das políticas da Nasa e dos requisitos de proteção planetária é o de garantir que a busca por vida extraterrestre possa ser conduzida de modo mais seguro e confiável.

Esse NID permitirá a exploração humana em Marte e criará novas oportunidades para uma ciência inspiradora e atividades comerciais inovadoras. Acredito que a ciência e a exploração humana são empreendimentos complementares e estou animado para ver reformas políticas abrirem uma nova era de descoberta”, completou o diretor.

Print Friendly, PDF & Email

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Ciência

Um equipamento de ponta da ciência brasileira ajudará na busca de remédios para o coronavírus
Três missões espaciais partem para vasculhar o planeta Marte
Deixe seu comentário
Pode te interessar