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Mundo Comissão do Senado aprova Nestor Forster para embaixada nos Estados Unidos

Forster defendeu que Brasil e EUA aprofundem a parceria na área científica e na área de Defesa

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Forster defendeu que Brasil e EUA aprofundem a parceria na área científica e na área de Defesa Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O indicado para o cargo de embaixador do Brasil nos Estados Unidos, Nestor José Forster Junior, foi sabatinado nesta quinta-feira (13) pelo Senado Federal e aprovado por unanimidade pela Comissão de Relações Exteriores. A comissão tem 19 titulares. Os doze presentes aprovaram a indicação de Forster. Agora, o nome depende de aprovação do plenário da Casa.

A indicação pelo presidente Jair Bolsonaro veio após ele desistir de indicar o filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, para o posto. Forster defendeu que Brasil e EUA aprofundem a parceria na área científica e na área de Defesa, e que seja possível acabar com a bitributação para empresas e pessoas físicas brasileiras.

Ele afirmou não ver “subserviência alguma” do Brasil em relação aos EUA e disse que um “alinhamento automático é algo impossível de se fazer”. O diplomata elogiou a visita de Estado feita pelo presidente Jair Bolsonaro aos EUA em março de 2019, a chamando de “visita histórica”.

“[Foi] uma virada de página, assinalando um novo momento em que o Brasil e os Estados Unidos podem usar o que chamei de leito profundo de valores e princípios compartilhados”, disse.

Ele também disse terem sido positivos os acordos firmados na ocasião, entre eles a mudança de posição dos EUA com relação ao pleito do Brasil para entrada na OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), a decisão unilateral do Brasil de deixar de exigir visto para a entrada de turistas norte-americanos no país e o acordo da Base de Alcântara.

Sobre a questão imigratória, Forster afirmou que o número de imigrantes ilegais cresceu 10 vezes no último ano, mas disse se tratar de uma questão “pontual”. Segundo Forster, 95% desse grupo são compostos por famílias alvos de redes criminosas. “Se identificou que houve um redirecionamento de redes criminosas que atuavam na América Central e que passaram a atuar no Brasil”, disse.

Em quase três horas de sabatina, o indicado foi questionado por 7 senadores, sem embates. Mesmo o senador Jaques Wagner (PT-BA), representante da oposição na sessão, focou suas críticas na política externa do governo Jair Bolsonaro e não no currículo e nas pretensões do indicado.

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