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Saúde Conhecido remédio para rinite passa a compor artilharia contra o coronavírus

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Um terço dos pacientes que recebeu o tratamento experimental recuperou da doença em menos de 14 dias. (Foto: Reprodução)

A budesonida, um medicamento para asma amplamente utilizado e de baixo preço, entra no rol dos remédios de combate à covid. Estudo da Universidade de Oxford concluiu que o tratamento com a conhecida droga para rinite acelera a recuperação de pacientes na fase inicial da doença. Portanto, no Brasil, tende a compor o conjunto de medicamentos do chamado tratamento precoce.

O estudo concluiu que a budesonida, administrada por inalador, reduz em três dias o tempo que os pacientes de alto risco levam para se sentirem melhor. Também reduziu as chances de recaída após uma recuperação inicial. A AstraZeneca foi parceira da Oxford na pesquisa.

De acordo com a BBC, o Serviço Nacional de Saúde britânico pode começar, a partir desta segunda-feira (19), a prescrever o medicamento a certos casos de covid-19. A budesonida, usada no tratamento de asma, rinite não infecciosa e pólipos nasais, atua nos pulmões, onde o coronavírus pode causar danos severos, e pode acelerar a recuperação de infectados, em casa.

Os investigadores da Universidade de Oxford garantem que duas inalações de budesonida, duas vezes ao dia, aceleram o tratamento da covid-19 em doentes com mais de 50 anos e sintomas leves da doença.

O diretor do sistema de saúde britânico (NHS), Stephen Powis, admite que os profissionais de saúde possam agora começar a prescrever a budesonida inalada “quando houver um benefício médico para os pacientes após uma conversa de decisão compartilhada”.

O estudo envolveu mais de 1.700 pessoas em risco de terem casos severos de covid-19. Todos os pacientes tinham mais de 50 anos, pertencentes a um grupo de risco, ou tinham mais de 65 anos, sem qualquer problema de saúde.

Durante as primeiras duas semanas de sintomas, 751 participantes receberam um inalador com budesonida que deveriam utilizaram duas vezes por dia. Este grupo, se recuperou da covid-19, em média, três dias antes do que os restantes, que apenas receberam o tratamento tradicional na Inglaterra: descanso e paracetamol.

Um terço dos pacientes que recebeu o tratamento experimental recuperou da doença em menos de 14 dias. Já entre os elementos que receberam paracetamol, menos de um quarto das pessoas se recuperou nas primeiras duas semanas.

Verificaram-se ainda sinais de houve menos casos de internamentos nos que tomaram a budesonida. Apenas 8,5% dos elementos do tratamento experimental foram admitidos em unidades hospitalares, comparando com os 10,3% entre os restantes.

Os resultados finais do estudo, que vão incluir mais dados, deverão ser publicados no final do mês de abril.

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