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Tito Guarniere Cuba

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A ilha de Cuba está em transe. (Foto: Reprodução)

A ilha de Cuba está em transe. De repente, do nada, brotaram manifestações contra o regime, nos quatro cantos do país, nas grandes e pequenas cidades. O povo nas ruas pediu, basicamente, pão e liberdade.

Cuba é uma ditadura. É governada por um partido único, os seus dirigentes se eternizam no poder, só existe a imprensa oficial, cidadãos são presos e perseguidos pelo delito de opinião, manifestações hostis ao governo são duramente reprimidas.

A experiência cubana é cultuada como uma religião pelas esquerdas. Ela simboliza a luta titânica e desigual entre o povo de uma pequena ilha do Caribe (mais ou menos 11 milhões de habitantes ) contra o colosso americano, os Estados Unidos, a maior potência bélica e econômica do planeta.

Fidel Castro entrou vitorioso em Havana no ano de 1959, derrubando uma ditadura cruel e corrupta, do ex-sargento Fulgêncio Batista. Desde então o poder esteve concentrado nas mesmas mãos, dos irmãos Castro e agora com Miguel Díaz-Canel, da geração mais nova de dirigentes.

Depois de 62 anos de regime, nada funciona direito e não há nenhum indício de que algo vá mudar. O povo cubano nunca experimentou um momento real de prosperidade. O país vem se arrastando, ao longo desses anos, no ciclo interminável de crises econômicas e de pobreza igualitária – à exceção dos mandachuvas, que vivem muito bem, obrigado.

As cidades cubanas estão caindo aos pedaços, virando ruínas. Os prédios da rica arquitetura de Havana, alguns centenários, parecem ter sido atingidos por um bombardeio.

As filas de abastecimento vão e voltam, ao sabor das crises que assolam a ilha. O produto de exportação mais valioso de Cuba são os médicos cubanos, espalhados pelo mundo em missões emergenciais e humanitárias. O segundo valor vem das remessas de imigrantes cubanos para os familiares que permanecem na ilha.

Os cubanos, desde 1959, fogem aos magotes da “pátria socialista”, fazendo a travessia de 90 milhas náuticas até Miami em barcos improvisados e precários, lotados até a borda de refugiados. Em Miami vivem cerca de 1 milhão e 200 mil cubanos. Mas o que fazer , se o salário-mínimo é da ordem dos R$ 400,00 mensais, se não há empregos para os jovens, se falta tudo – artigos de higiene, alimentos, remédios?

Os defensores de Cuba dizem que a educação e a saúde são gratuitas. No Brasil capitalista existem educação e saúde privadas. Mas nenhum brasileiro, por mais pobre que seja, fica sem assistência médica pelo SUS – um sistema em tudo superior ao de Cuba. E a rigor, nenhuma criança brasileira fica fora da escola pública.

A desculpa para a decadência geral e a anemia econômica, é o embargo econômico americano – que – assinale-se – é um erro e não se justifica. Assim, quando era um quintal dos EUA, na ditadura Batista, o atraso, a pobreza, era culpa dos EUA. E agora, livres da exploração americana, os EUA continuam culpados.

O bloqueio é dos EUA, não do Brasil, Canadá, México, Espanha, China, e de mais de 100 países. Mas ninguém vende para Cuba, que tem a merecida fama de má pagadora. Só aceitam pedidos da ilha com pagamento à vista. E os cofres cubanos estão vazios há muito tempo.

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