Segunda-feira, 01 de Junho de 2020

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Economia Dólar fecha abaixo de R$ 5,15 pela primeira vez em quase duas semanas

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Bolsa de valores registra alta pelo terceiro dia seguido.

Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Bolsa de valores registra alta pelo terceiro dia seguido. (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)

Em mais um dia de alívio, os mercados globais refletiram a desaceleração de casos do novo coronavírus registrada em diversos países da Europa e em alguns estados norte-americanos. O dólar caiu para o menor nível em 12 dias, e a bolsa de valores subiu pela terceira sessão seguida.

O dólar comercial encerrou a quarta-feira (8) vendido a R$ 5,143, com recuo de R$ 0,085 (-1,63%). A divisa chegou a operar em alta pela manhã, mas reverteu a tendência no início da tarde até fechar na mínima do dia. A cotação está no menor nível desde 27 de março, quando tinha fechado a R$ 5,107.

O BC (Banco Central) interveio no mercado. A autoridade monetária não vendeu dólares das reservas internacionais, mas leiloou US$ 296,5 milhões em contratos de swap cambial, que equivalem à venda de dólares no mercado futuro. Em 2020, o dólar comercial acumula alta de 28,17%.

O índice Ibovespa, da B3 (bolsa de valores brasileira), que tinha caído para abaixo dos 70 mil pontos no fim da semana passada, continua se recuperando. O indicador fechou o dia aos 78.625 pontos, com alta de 2,97%, seguindo s bolsas no exterior. O índice Dow Jones, da bolsa de Nova York, encerrou o dia com alta de 3,44%, tendo acelerado a subida após a desistência do pré-candidato democrata Bernie Sanders de disputar as eleições presidenciais nos Estados Unidos.

Há várias semanas, os mercados financeiros em todo o planeta atravessam um período de nervosismo por causa da recessão global provocada pelo agravamento da pandemia de coronavírus. As interrupções na atividade econômica associadas à restrição de atividades sociais travam a produção e o consumo, provocando instabilidades.

Petróleo

A guerra de preços de petróleo entre Arábia Saudita e Rússia deu sinais de trégua. Os dois países estão aumentando a produção de petróleo, o que tem provocado queda mundial nos preços. A convocação de uma reunião de emergência da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) para esta quinta-feira (9), pode indicar um acordo, mas uma alta sustentada nos preços só será possível se os Estados Unidos precisariam cortar a produção de petróleo ou de gás betuminoso.

A cotação do barril do tipo Brent, que na semana passada atingiu o menor nível em 18 anos, estava em US$ 33,66 por volta das 18h30, com alta de 5,62%. As ações da Petrobras, as mais negociadas na bolsa, subiram. Os papéis ordinários (com direito a voto em assembleia de acionistas) valorizaram-se 5,68% nesta quarta. Os papéis preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) tiveram alta de 5,61%.

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