Sexta-feira, 07 de Agosto de 2020

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Mundo Donald Trump aparece pela primeira vez em público usando máscara

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O próprio presidente, Donald Trump, resistiu aos conselhos das autoridades de saúde do país. (Foto: Reprodução/ Twitter Donald Trump)

O presidente americano, Donald Trump, usou uma máscara em público pela primeira vez cedendo à forte pressão para dar um exemplo de saúde pública enquanto a pandemia do novo coronavírus avança nos Estados Unidos e ameaça sua campanha à reeleição.

Trump apareceu com uma máscara preta com o selo da Presidência ao caminhar pelos corredores do hospital militar Walter Reed, nos arredores de Washington, onde visitou veteranos feridos, segundo imagens da emissora CNN. Antes da visita, ele avisou que usaria a proteção em público pela primeira vez. A visita aconteceu no último sábado (11).

“Eu acredito que, quando você está em um hospital, especialmente se você vai falar com soldados e outras pessoas que acabaram de sair da mesa de operação, é uma grande coisa usar uma máscara. Nunca fui contra máscaras, mas acho que há lugares e momentos apropriados”, disse ele.

O uso de máscaras nos Estados Unidos acabou se tornando uma disputa política entre apoiadores do presidente, que se recusam a colocar o acessório alegando tratar-se de uma violação inaceitável da liberdade pessoal, e aqueles que consideram a medida fundamental para evitar o avanço da pandemia. O próprio presidente nunca havia usado máscara em público, e não usou uma nem quando visitou no mês passado uma fábrica de produtos para testes médicos da Covid-19, onde isso era obrigatório.

Na semana passada, no entanto, a campanha do presidente encorajou as pessoas que fossem a seu comício a usarem máscara. A equipe da campanha do presidente afirmou que dessa vez todos os participantes do comício receberiam uma máscara e seriam “fortemente encorajados a usar”, além de terem fácil acesso a desinfetante para as mãos.

Os dois comícios anteriores do presidente foram criticados por não impor nem respeitar as orientações de segurança contra a disseminação da Covid-19. No comício de Tulsa, em Oklahoma, o primeiro feito por ele desde março, máscaras chegaram até ser distribuídas, mas seu uso era opcional.

Ao menos oito membros da equipe de Trump que estiveram no evento, que aconteceu em uma arena fechada, foram diagnosticados com a Covid-19. A cidade acabou tendo um surto da doença depois do evento. Além deles, a funcionária sênior da campanha e namorada de Donald Trump Jr., Kimberly Guilfoyle, também teve resultado positivo para a doença antes do evento do último sábado no Monte Rushmore, quando Trump discursou no Dia da Independência dos EUA.

As pesquisas mostram que a maioria dos americanos tem uma visão negativa da gestão de Trump da pandemia, o que está provocando impacto em suas intenções de voto para a eleição de 3 de novembro. Na média das pesquisas nacionais, ele está 13 pontos atrás do candidato democrata, Joe Biden.

Parques reabrem

Com uso obrigatório de máscaras, dois parques de diversão da Disney reabriram em Orlando depois de quatro meses fechados, em um momento em que a pandemia acelera na Flórida, com o registro diário de milhares de novos casos do novo coronavírus.

O Epcot Center e o Hollywood Studios voltarão a receber visitantes a partir desta quarta-feira (15) no complexo que ocupa uma área de quase 103 km2, praticamente o dobro da superfície da ilha de Manhattan.

Todos os presentes tinham reservado suas entradas, um requisito da Disney para controlar a quantidade de pessoas no parque, levando em conta o distanciamento social. Os ingressos para julho já esgotaram.

A gigante do entretenimento estabeleceu um protocolo adaptado aos riscos de propagação do coronavírus, que inclui medição de temperatura no acesso, uso obrigatório de máscaras, dispositivos com álcool em gel e distância de dois metros em cada atração do parque ou dentro das lojas. O governador da Flórida, o republicano Ron DeSantis, decidiu iniciar a saída do confinamento em 4 de maio, antes da maioria dos estados do país.

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