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Política “É bom que sentem, conversem e baixem a bola”, diz o vice-presidente Hamilton Mourão sobre uma reunião dos Três Poderes da República

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Mourão diz não ver "golpismo" nas falas do presidente. (Foto: Romério Cunha/VPR)

O vice-presidente Hamilton Mourão disse nesta terça-feira (13) que uma reunião entre os chefes dos Três Poderes — como a que vem sendo articulada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux — será uma boa oportunidades para que as autoridades “conversem” e “baixem a bola”.

“Acho que é bom que sentem e conversem, baixem a bola e baixem o tom que é o melhor para nação como um todo. Temos aí essa pandemia sendo enfrentada. Os índices [da Covid] estão caindo graças à vacinação. Vamos melhorar e para melhorar é preciso que todo mundo se entenda” disse Mourão.

Fux recebeu o presidente Jair Bolsonaro na segunda (12), na sede do STF. Após o encontro, disse que articulará uma agenda que também envolva a presidência do Legislativo para discutir as “balizas” das relações entre as três instâncias.

Bolsonaro tem dado declarações que colocam em dúvida a credibilidade das urnas eletrônicas. Defensor do voto impresso, o presidente da República chegou a ameaçar com a não a realização do pleito em 2022.

Na semana passada, Bolsonaro atacou o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luis Roberto Barroso, e afirmou que, se não forem “limpas” e com voto impresso, as eleições do ano que vem não serão realizadas.

As declarações provocaram reações de repúdio de partidos. O presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou que o Legislativo não aceitará “retrocesso” nem “frustração das eleições”. Barroso disse que atuar para impedir eleição configura crime de responsabilidade. Veja abaixo:

Eleições

Mourão disse que as eleições presidenciais serão realizadas no ano que vem mesmo que não seja aprovada a proposta do voto impresso auditável.

Na última sexta-feira (9), o presidente Jair Bolsonaro acusou, sem provas, o TSE de participar de fraudes e disse que “corremos o risco de não termos eleições no ano que vem”.

O general da reserva refutou a hipótese de não haver o pleito nacional. “As eleições serão realizadas”, afirmou.

“Cumpro o meu papel pelo bem do Brasil. Mas eleição vai haver, eu garanto”, afirmou.

Mourão disse ainda que ainda não tem opinião formada sobre a adoção, a partir de 2026, de um sistema semipresidencialista no Brasil. “Ainda não me debrucei sobre o assunto. Portanto, não tenho opinião formada”, disse.

Em entrevista, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), sugeriu que, para o Brasil alcançar a estabilidade política, uma das opções seria a mudança do sistema de governo, como a adoção do “semipresidencialismo” a partir de 2026.

“Nesse regime, se for o caso, é muito menos danoso que caia um primeiro-ministro do que um presidente. Quando um presidente cai, assume um vice-presidente que pode não estar alinhado com as propostas do eleito”, disse.

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1 Comentário
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Tecladista Flc
14 de julho de 2021 11:51

Mourão, ainda não se deu conta que ele é “”vice””, e quem decide é o Presidente, parece que o general aposentado, foi picado pela mosca LULA, mais uma vez querendo se achar com um poder que ele não tem, só porque foi escanteado pelo Presidente, por dizer bobagens, é certo que Barroso quer fraudar as eleições, pois esta preso na coleira do Lula e vai tentar fazer o que ele quer, ou ele vai abrir a boca e o castelo chamado STF vai cair!!

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