Segunda-feira, 08 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 7 de março de 2025
No quarto trimestre, a economia brasileira avançou 0,2% na comparação com os três meses anteriores, num claro sinal de perda de fôlego.
Foto: ReproduçãoA economia do País colheu um bom crescimento em 2004, mas com sinais de desaceleração ao longo do quarto trimestre (outubro a dezembro). O Produto Interno Bruto (PIB) teve uma expansão de 3,4% no ano passado, de acordo com relatório divulgado nessa sexta-feira (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado do PIB do ano passado ficou dentro do esperado pelos analistas. As projeções variavam de alta de 3,3% a 3,6%, mas vieram um pouco abaixo da mediana das previsões, que era de avanço de 3,5%.
“Se pegarmos o período pós-pandemia, fechamos (2024) com quatro anos consecutivos de crescimento expressivo em relação ao nosso histórico. É um crescimento importante”, afirma Alessandra Ribeiro, diretora de macroeconomia e análise setorial da Tendências Consultoria.
No quarto trimestre, a economia brasileira avançou 0,2% na comparação com os três meses anteriores, num claro sinal de perda de fôlego. No período de julho a setembro, o País cresceu 0,7%. O resultado ficou abaixo da mediana das projeções (0,4%), mas dentro do intervalo das estimativas, que variava de alta de 0,2% a 0,8%.
“O resultado de 2024 foi o melhor ano em termos de taxa de crescimento desde o pós-pandemia”, afirma Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados. “Mas, quando chega o quarto trimestre, temos a eleição do Trump e um pacote fiscal, que foi muito complicado. Em dezembro, começa a surgir uma sensação de que a desaceleração já aparece.”
A eleição de Donald Trump nos Estados Unidos provocou um grande aumento da incerteza com as expectativas sobre as medidas protecionistas. Os juros subiram pelo mundo, e o dólar se fortaleceu em relação a outras moedas. No Brasil, o cenário foi agravado porque o pacote fiscal apresentado pelo governo foi considerado tímido.
Em 2024, o roteiro da economia brasileira foi parecido com o de anos anteriores, com o crescimento surpreendendo positivamente. Em janeiro do ano passado, as projeções de alta para o PIB eram de apenas 2%.
Uma parte do resultado mais forte do que o esperado pode ser explicado pelos estímulos fiscais. Desde o início da atual gestão, o governo conseguiu um espaço para ampliar os gastos com a aprovação da PEC da Transição. Na virada de 2023 para 2024, autorizou o pagamento de precatórios, para encerrar o calote dado pela administração do ex-presidente Jair Bolsonaro. Houve ainda o impacto do reajuste real do salário mínimo.
“Foi um ano de crescimento cíclico forte e claramente acima do potencial brasileiro”, afirma Luis Otávio Leal, economista-chefe da G5 Partners. “A indústria cresceu forte, os serviços cresceram forte.”
“Houve o pagamento de precatórios e aumento do salário mínimo. E numa época em que os juros estavam em queda. Essa combinação criou um momento positivo, que fez com que a taxa de desemprego caísse para os menores níveis da história e houvesse um crescimento real da renda”, acrescenta.
Pelo lado da oferta, a indústria avançou 3,3% no ano passado, e o setor de serviços cresceu 3,7%. A agropecuária recuou 3,2%.
Na ótica da demanda, o consumo das famílias registrou alta de 4,8% e o investimento avançou 7,3%. O consumo do governo subiu 1,9%. E, por fim, as importações (14,7%) cresceram mais do que as exportações (2,9%).
2025
A avaliação dos analistas é a de que a economia brasileira vai colher bons resultados no início deste ano, mas deve perder fôlego no segundo semestre. Eles, inclusive, não descartam o risco de uma recessão técnica – ou seja, quando o PIB recua por dois trimestres seguidos.
No relatório Focus, produzido semanalmente pelo Banco Central, a previsão dos analistas para o PIB deste ano é de alta de 2,01%.
Em 2025, a atividade deve ser afetada pelo impacto da alta da taxa básica de juros e pelo menor impulso fiscal. Com a inflação fora da meta, o BC tem subido a taxa básica de juros numa tentativa de esfriar a economia. Hoje, a Selic está em 13,25% ao ano e a expectativa do mercado é que encerre o ano em 15% – juros em alta encarecem o consumo das famílias e os investimentos das empresas.
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Vao comer teu Pet companheiro arrombado..
Como tem marginal nessa direita golpista…
Sempre que sai estes numeros fantasiosos do IBGE LULISTA…vou ver…pois sinto noo dia a dia …que não é verdade…
Circulou 11 Trilhoes em 2024…
Sendo que 600 Bilhoes são programas sociais, bolsa isso , bolsa daquilo…
Ou seja se crescemos 3,4% ….e 600 Bilhoes(3,5%) não é riqueza…
ENTÃO NÃO HOUVE CRESCIMENTO…CRESCEMOS
“ZEROOOOOOOOOOOOOOOO%…
SEMPRE…SEMPRE…SEMPRE ENGANANDO O POVINHO.
Esconda o Pet…
A Venezuela é aqui , companheira Glesi..
Cai a popoluaridade do Ladrão….lá vem numeros mágicos, mentirosos, enganadores…!!!!
Mentira deslavada.É só olhar em volta para constatar a retração da economia, sob aplauso da imprensa, inclusive desse O Sul.