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Rio Grande do Sul Entidades médicas convocam os profissionais credenciados ao IPE Saúde para licenciamento por tempo indeterminado

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A categoria está em greve desde o dia 10 de abril em todo o Estado

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Parecer de ex-ministro do STF Ayres Britto afirma que proibir divulgação de cursos credenciados no MEC fere a Constituição. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O Simers (Sindicato Médico do Rio Grande do Sul), o Cremers (Conselho Regional de Medicina do RS) e a Amrigs (Associação Médica do RS) convocaram os médicos credenciados ao IPE Saúde (Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos do RS) para o licenciamento das suas atividades por tempo indeterminado.

De acordo com o presidente do Simers, Marcos Rovinski, isso significa que os médicos podem suspender o credenciamento junto ao IPE Saúde de forma temporária, sem a obrigação de atender aos usuários do plano e, consequentemente, sem o direito de receber pelo convênio. Com isso, a cobrança das consultas e procedimentos pode ser negociada diretamente com os usuários.

“Essa é a solução encontrada para chamar a atenção do governo sobre a necessidade de reajuste nos honorários médicos, bem como para que nos seja apresentado algo concreto dentro do projeto enviado pelo governo à Assembleia Legislativa, voltado à reestruturação da autarquia”, afirmou Rovinski.

A categoria está em greve desde o dia 10 de abril em todo o Estado, mantendo apenas os atendimentos de urgência e emergência. Os médicos reivindicam a atualização da tabela de honorários praticada pelo IPE Saúde.

Atualmente, o IPE Saúde conta com cerca de 6,5 mil médicos credenciados no Rio Grande do Sul. O convênio é responsável pela assistência médica e hospitalar de quase 1 milhão de servidores estaduais, dependentes e pensionistas.

Proposta de reestruturação

O governo gaúcho protocolou na Assembleia Legislativa, no dia 18 de maio, um projeto para a reestruturação do IPE Saúde. Segundo o Executivo, a medida é necessária para promover o reequilíbrio financeiro e a qualificação dos serviços prestados pelo instituto.

No ano passado, o déficit da autarquia chegou a R$ 440 milhões. Além disso, a dívida com fornecedores referente a contas que excedem o prazo contratual de 60 dias totaliza R$ 250 milhões.

Simulador

O IPE Saúde disponibiliza aos seus usuários uma ferramenta para para calcular os novos valores de contribuição propostos no projeto de reestruturação da autarquia.

Trata-se do Simulador de Contribuição do Plano Principal. Segundo o instituto, a ferramenta visa dar mais transparência e melhorar o poder de decisão dos segurados em relação à nova proposta.

O Simulador de Contribuição pode ser acessado no site do IPE Saúde, na página inicial, ou diretamente pelo link da ferramenta.

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8 Comentários
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Adroaldo Mousquer
29 de maio de 2023 11:32

Descontar do funcionário um valor por um serviço que não existe; Pode isso? Não se deveria suspender os descontos até que o serviço volte a funcionar?

Vanderlei Ochoa
29 de maio de 2023 12:01

Convocação de médicos CUBANOS já.

Denise Goulart de Munhós
29 de maio de 2023 12:07

Conluio para acabar com o IPE. Mas se os médicos estão achando ruim estarem credenciados ao IPE, pior sem o Instituto, os segurados irão buscar atendimento no SUS a que todos os brasileiros têm direito.

Adroaldo Mousquer
29 de maio de 2023 20:54

Depois chamam o Lula de bêbado.

Glaucio Dos Santos Brum
29 de maio de 2023 14:18

Se o governo optar pelos “médicos cubanos”, fazer o que? Eu é que não vou entregar os cuidados da minha família a um médico que não tenha sido aprovado no revalida, tampouco concordo em ajudar a patrocinar a ditadura cubana. Quem aceitar, problema é seu. Cada um tem seu livre arbítrio.

Dea Einsfeld
29 de maio de 2023 21:21

Bem então cessem a contribuição dos segurados..não há obrigação de atendimento devolvam o valor cobrado em folha do segurado. Isso é caso para o Procon.

Dea Einsfeld
29 de maio de 2023 21:23

SUSPENDAM A CONTRIBUIÇÃO ATÉ VOLTAR O SERVIÇO DE ATENDIMENTO AO SEGURADO.

Getulio Dos Santos Dias
29 de maio de 2023 23:46

E as centenas de médicos que se formam anualmente aonde é que estão? Não querem mostrar a cara, temem os pacientes.

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