Quarta-feira, 05 de Agosto de 2020

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Brasil Estados Unidos e Brasil disparam em número de casos de coronavírus

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Pesquisadores avaliam que a mutação chamada de D614G foi responsável por aumentar o número de estruturas que o vírus usa para invadir as células. (Foto: Reprodução/NIAID)

Os Estados Unidos e o Brasil veem os números de casos de coronavírus dispararem. No país norte-americano, a incidência de infectados subiu em 40 dos 50 Estados. No Brasil, os contaminados já passam de 1,5 milhão.

Não há praticamente nenhum dado encorajador nos números da Covid-19 nos Estados Unidos, quatro meses depois do início da pandemia e quando outros países já conseguiram estabilizar o contágio. O número de casos nos EUA estabeleceu um novo recorde nesta sexta-feira (3), com 54 mil positivos detectados em um único dia, uma cifra que marca o terceiro recorde consecutivo em meio a um aumento repentino nos casos de coronavírus. Nove Estados superaram as próprias máximas. A pandemia se espalhou por todo o território e houve um aumento de casos em 40 dos 50 Estados.

Em uma decisão que ilustra a preocupação das autoridades, o governador do Texas, Greg Abbott, instituiu o uso obrigatório de máscara na maior parte do Estado, depois de meses se recusando a fazer isso. O Texas tem sido uma das unidades mais alinhadas com a atitude do presidente Donald Trump de minimizar a pandemia e seus efeitos, e relativizar medidas como a máscara e o distanciamento social. O Texas registrou 8 mil novos casos. Já há 19 Estados com a obrigatoriedade de máscara em locais públicos, o fator que, segundo especialistas, mais contribui para frear os contágios no comportamento individual.

Os Estados com os surtos mais graves são Arizona, Flórida e Texas. Na Flórida, 10 mil casos foram confirmados na quinta (1), uma cifra diária que nenhum país europeu teve no pior momento da crise. Até a Califórnia, que conseguiu controlar a progressão do contágio enquanto hospitais entravam em colapso em Nova York, viu subirem repentinamente os casos. Houve um aumento de 37% no número de positivos. As hospitalizações aumentaram 56% nas últimas duas semanas. Embora a capacidade de resposta do aparato da saúde esteja garantida, se os contágios continuarem nessa progressão o sistema poderia ficar comprometido em questão de semanas.

Donald Trump vem insistindo há dias que o número de infecções está aumentando porque estão sendo feitos muito mais testes. Trump repetiu essa afirmação na quinta à noite, deixando de considerar que as hospitalizações também estão aumentando, o que ameaça o sistema de saúde.

Um ex-candidato presidencial republicano, Herman Cain, foi hospitalizado com Covid-19, de acordo com sua conta no Twitter. Há 12 dias, Cain esteve no comício de Trump em Tulsa, Oklahoma, onde se reuniram milhares de pessoas sem máscaras em um recinto fechado, num ato que o presidente e seus seguidores transformaram em uma espécie de desafio às normas de segurança.

Os Estados Unidos já acumulam 132 mil mortes por Covid, quase um quarto de todas as mortes registradas no mundo.

Brasil

O Brasil bateu a marca de 1,5 milhão de casos confirmados acumulados desde o início da pandemia de Covid-19. O número foi divulgado na atualização diária do Ministério da Saúde. Com 42.223 novos casos, o total nesta sexta chegou a 1.539.081, um aumento de 2,8% em relação a quinta, quando eram contabilizados 1.496.858 casos.

O balanço também registrou 1.290 novas mortes nas últimas 24 horas, chegando ao total de 63.174. O aumento no número de mortes cresceu 3,7% em relação ao dia anterior, quando o painel do Ministério da Saúde trazia 61.884 óbitos.

Do total de infectados até o momento, 868.372 já se recuperaram e 607.535 pacientes estão em acompanhamento. Ainda há 3.968 mortes em investigação.

Estados 

São Paulo é o Estado com o maior número de mortes em função da pandemia de Covid-19 com 15.694 óbitos, seguido por Rio de Janeiro (10.500), Ceará (6.351), Pernambuco (5.068), Pará (5.050). As Unidades da Federação com menos óbitos são Mato Grosso do Sul (107), Tocantins (211), Roraima (358), Santa Catarina (376) e Acre (387).

“Nunca é tarde”

Ao ser questionado sobre a decisão da reabertura de bares e restaurantes no Rio de Janeiro, o diretor-executivo da OMS (Organização Mundial da Saúde), Mike Ryan, afirmou que nunca é tarde demais para os países controlarem a pandemia.

“Nunca é tarde demais em uma epidemia para assumir o controle. A questão não é se o surto está fora de controle ou sob controle. A questão é: vá para casa e assuma o controle da situação”, disse Ryan durante coletiva de imprensa nesta sexta.

Ryan apontou que, apesar de serem considerados altos, os números diários de novos casos da Covid-19 no Brasil estabilizaram nos últimos dias, mas isso não representa que a situação tenha melhorado no País.

“[No Brasil] os números aumentaram diariamente, mas, nos últimos dias, eles se estabilizaram. Agora, como dissemos muitas vezes nas coletivas anteriores, a estabilização não significa que os números vão diminuir”, alertou Ryan.

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