Quarta-feira, 23 de Setembro de 2020

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Magazine “Estou no controle da minha vida”, diz Fabio Assunção

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Fábio Assunção em clique da nova fase com seu personal. (Foto: Reprodução/Instagram)

Não é exagero dizer que surgirá um novo Fabio Assunção pós-quarentena. Ou melhor, ele já está entre nós, vendendo saúde e com 27 quilos a menos. A mudança no estilo de vida do ator de 48 anos começou com exercício e dieta rigorosa como preparação para a série “Fim”, interrompida por causa da pandemia. Mas refletiu na realidade dele, que parou de beber e transformou os hábitos alimentares. O resultado é um corpaço que virou assunto nas redes sociais. No Twitter, internautas fizeram campanha para que a imagem do ator “sóbrio e sarado” viralizasse, e o assunto chegou a ficar entre o mais comentados da rede. No entanto, a maior transformação foi interna, segundo ele.

“Minha cabeça está melhor, penso com mais clareza e me sinto mais leve com as questões que deixei para trás. Estou em paz e no controle da minha vida”, diz ele, que se iniciou no ifismo (filosofia religiosa africana, baseada na leitura do Ifá e no culto aos orixás) e aproveita a quarentena para estudar iorubá, direitos humanos e história da política brasileira.

No ar na reprise da novela “Totalmente demais” (e na série “Tapas & beijos” a partir do dia 4), Fabio participou da “Entrevista na janela”, série em vídeo produzida pelo Globo para esse período em que se recomenda o distanciamento social. O humorista Fábio Porchat, os atores Antonio Fagundes, Maitê Proença, Deborah Secco, Jonathan Azevedo e Babu Santana, os cantores Anitta, Lulu Santos e Zeca Pagodinho além do chef de cozinha Claude Troisgros foram outros convidados. A conversa foi feita por telefone pela reportagem e gravada com um drone.

1-Essa transformação, que começou por conta de um trabalho, foi bem-vinda na sua vida pessoal, né?

É interessante como tudo foi casando. Mas preciso fazer um aparte: Tem gente que acha que tomei bomba, anabolizante. Isso é mentira! Foi um trabalho coordenado pelo Chico Salgado para a série “Fim”. Eu tinha que ir de 97 quilos para 78. Aí cheguei nos 69kg. Perdi 27kg sem química, só com alimentação.

Foram cinco meses de um trabalho natural e disciplinado. Começou com exercício aeróbico e alimentação cuidada. Só de desintoxicação carbogênica foram 38 dias. À noite, só tomo uma sopa. Neste momento, trabalho o ganho de massa muscular, como o dobro que estava comendo. Isso me trouxe leveza corporal. A minha relação com o alimento mudou. Abri mão de pão, pizza, de muita coisa gostosa. Mas acabei pegando gosto pelos alimentos verdes.

2-Podemos dizer que surge um novo Fabio pós-quarentena?

Sem dúvida. Meus hábitos e meus horários mudaram. Essa leveza acelerou meu metabolismo, estou pensando com mais clareza. Esse Fabio está percebendo coisas que não apreciava antes. Estou voltado para o que está acontecendo hoje, sorridente, pensando “eu existo”, estou em paz, no controle da minha vida e vendo para onde o mundo está indo. São tantas notícias contraditórias.

Estou neste momento de observação, conquistado com muita alegria, seguindo o fluxo do mundo. Me sinto bem, aproveito o momento pelo lado positivo e tento acreditar que os ganhos dessa paralisação serão maiores e mais relevantes do que uma vacina nova.

3-A cultura também está tendo que se reinventar. Que transformações definitivas enxerga?

O Brasil está com a cultura desestruturada. Os esforços feitos pelo legislativo, fundos emergenciais e artistas se reinventando com lives, além de cursos on-line são as coisas mais incríveis. Não sei o que virá, mas admiro como a arte sobrevive através da história, se adaptando aos obstáculos, às dificuldades, no meio da política. A gente já teve fases de censura, de uma economia ruim, agora estamos na pandemia. E ela sempre encontra uma forma de trocar com as pessoas, ela se adapta. Vejo colegas encontrando novas possibilidades e se realizando.

4-Como está sendo a convivência com os filhos, João e Ella, na quarentena?

Minha filha veio algumas vezes, e meu filho está aqui há um mês. João sempre vinha com uma data de retorno para São Paulo, onde mora com a mãe. Desta vez, veio sem prazo de validade. Eu sempre me preocupava em criar uma programação, aí a gente descobriu que apenas conviver, com independência e liberdade, já é uma grande expressão de amor. Posso estar na sala lendo um livro ou tocando violão, e ele está jogando videogame. A gente se achou convivendo dessa forma pela primeira vez.

5-O que a novela “Totalmente demais” te proporcionou de mais interessante no trabalho?

Eram várias gerações convivendo. Desde Glória Menezes e Reginaldo Faria e Giovana Rispoli, que tinha 11 anos. Foi uma interseção geracional interessante. Ficamos unidos e nos divertimos fazendo. É uma fábula, com momentos ótimos de comédia romântica. Agora, com a reprise, chega 19h30 e minha filha diz: “Pai, preciso ver a minha novela”.

6-Você também está na série inédita “Onde está meu coração”, como o pai de uma dependente química (Leticia Colin). Qual a importância de levar esse assunto à TV e que questões a série traz para o debate?

A série trata o assunto de forma adulta. Acho essencial mostrar essas questões às famílias brasileiras, pois muita gente vive isso em casa e vai se identificar. A série propõe uma discussão familiar e não um tratamento humorístico, debochado, equivocado. Há um respeito enorme pelo tema. Há situações de tortura, violência sexual e até uso de drogas em algumas dessas clínicas.

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