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Mundo Ex-presidente da Argentina é formalmente acusado por lesões graves, ameaças e abuso de poder contra a ex-mulher

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Yañez, de 43 anos, e Fernández, de 65, foram casados e tiveram um filho em 2022 chamado Francisco.

Foto: Reprodução/Presidência da Argentina
Fabíola Yañez prestou pela primeira vez depoimento no consulado argentino em Madri, onde mora. (Foto: Reprodução/Presidência da Argentina)

O ex-presidente da Argentina, Alberto Fernández, foi formalmente acusado por lesões graves, ameaças e abuso de poder contra a ex-mulher Fabiola Yañez. As informações foram divulgadas pela mídia argentina nesta quarta-feira (14), citando a promotoria do país. A ex-primeira-dama argentina denunciou Fernández por violência doméstica no início de agosto. O ex-presidente chegou a ser alvo de buscas e teve o passaporte cassado. Ele nega o crime.

De acordo com o jornal “El Clarín”, o promotor federal Ramiro González ampliou as acusações contra Fernández por violência de gênero após o depoimento de Yañez. Ela relatou o caso durante uma audiência, na terça-feira (13). Em um primeiro momento, o ex-presidente era investigado por lesões leves contra a ex-primeira-dama. Agora, a investigação também enquadra lesões graves duplamente qualificadas, com abuso de poder e autoridade. Ele também foi acusado de ameaças coercitivas.

No depoimento, a ex-primeira-dama afirmou que era alvo de episódios diários de violência reprodutiva, institucional, verbal, física e doméstica, além de constantes traições. Ela também disse que foi forçada por Fernández a fazer um aborto.

Diante do relato de Yañez, a promotoria entendeu que a ex-primeira-dama foi vítima durante oito anos de um crime maior do que lesões leves. O Ministério Público da Argentina também determinou que outras quatros pressoas sejam ouvidas como testemunhas no caso, incluindo uma ex-secretária de Fernández e um médico que cuidava da saúde da família.

Yañez, de 43 anos, e Fernández, de 65, foram casados e tiveram um filho em 2022 chamado Francisco. A ex-primeira-dama vive em Madri com o filho, enquanto o ex-presidente mora em Buenos Aires.

A agência AFP informou que a denúncia surgiu após o vazamento para a imprensa de mensagens entre Yáñez e a secretária particular de Fernández, María Cantero. Nestas mensagens, a ex-primeira-dama teria relatado agressões sofridas do então presidente, inclusive com fotografias. Além disso, o celular de Cantero passou por uma perícia durante as investigações de um outro caso que envolve Fernández. Atualmente, o ex-presidente é suspeito de envolvimento em um esquema de corrupção durante o governo dele.

O advogado de Yañez, Juan Pablo Fioribello, afirmou que a ex-primeira-dama entrou em contato com o juiz Julián Ercolini para denunciar as agressões. O magistrado é o mesmo que acompanha as investigações de corrupção

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