Domingo, 24 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 21 de setembro de 2021
A faca utilizada no crime, em Santiago, foi apreendida pela polícia
Foto: Polícia Civil/DivulgaçãoUm homem acusado de matar um menino de 10 anos foi condenado pelo Tribunal do Júri em Santiago, na Região Central do Rio Grande do Sul. O crime ocorreu no dia 18 de janeiro de 2019.
Segundo o MP (Ministério Público), durante a madrugada, pretendendo matar o novo companheiro da ex-mulher, Mikael Ananias da Silveira entrou na residência dela e atacou a pessoa que dormia na cama, sufocando-a com um lençol molhado e lhe desferindo facadas. Porém, quem estava no local não era o novo companheiro e, sim, o filho da sua ex-mulher, João Vitor Mendonça Severo, que acabou morrendo no dia seguinte ao ataque.
No julgamento realizado na sexta-feira (17), o Tribunal do Júri apontou que o réu foi o autor do crime e também reconheceu a presença das duas qualificadoras descritas na denúncia do MP: motivo torpe e emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima. A qualificadora de motivo torpe foi reconhecida porque o réu agiu por ciúme, querendo matar aquele que ele achava que era o novo companheiro da ex-mulher.
Já a qualificadora de emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima decorreu da surpresa, na medida em que a criança foi atingida pelos golpes de faca de forma inesperada, quando estava dormindo, sem chance de se defender.
Depois da votação, ao final da sessão, que durou quase dez horas, a pena foi fixada em 14 anos e 3 meses de reclusão. O réu está preso preventivamente desde a época do crime.
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Essa pena é para traficante de esquina, ladrão de chinelos mas para esse crime deveria ser 40 anos sem direito a progressão, mas como o judiciário banaliza a morte de crianças principalmente no RS estamos diante de mais uma covardia, pena real seria a de morte |”dente por dente”.
E uma vergonha tirar a vida de uma criança e pegar somente 14 anos de cadeia.
Em menos de 5 anos está na rua,
Que absurdo!