Quarta-feira, 01 de Abril de 2020

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Armando Burd Iludir-se é opção de cada um

Há 25 anos, o presidente eleito Fernando Henrique Cardoso indicou medidas adequadas que não se concretizaram. (Foto: Miguel Ângelo/CNI)

Não mais do que dois ou três integrantes do núcleo do poder no Palácio Piratini acreditaram que o Cpers/Sindicato aceitaria a nova proposta salarial para o plano de carreira do magistério. Quem convive com o problema há quase 30 anos conhece bem a reação da categoria.

Aperto no cinto
Assembleias Legislativas de oito Estados já aprovaram alterações nas aposentadorias dos servidores públicos: Acre, Alagoas, Espírito Santo, Maranhão, Paraná, Pernambuco, Piauí e Mato Grosso do Sul.

O projeto sobre o tema integra a fila de espera para votação no Palácio Farroupilha.

Atrás do tempo perdido
O tema ficou adormecido por décadas e agora se constata: os Estados não possuem receitas adicionais para compor um orçamento de seguridade social. É receita versus despesa e a despesa ganha de goleada. Especialistas afirmam que as soluções amargas passam por uma combinação de aumento da contribuição, idade mínima, redução dos benefícios e elevação do tempo de contribuição.

Sonhar não paga imposto
O presidente eleito Fernando Henrique Cardoso, a 14 de dezembro de 1994, discursou na tribuna do Senado, despedindo-se do cargo que exercia. Afirmou: “O regime fiscal da Constituição de 1988 é economicamente ineficiente, socialmente injusto e intrinsecamente deficitário.” Acrescentou que “a correção dessas distorções exigiria reforma do sistema tributário e redistribuição de competências entre União, Estados e municípios.”

Até hoje, passados 25 anos, não mudou.

Mudar ou desligar
O momento é agora para repensar o formato das entrevistas em TVs com candidatos às prefeituras municipais. Nem há necessidade de pesquisa para concluir que o modelo se esgotou: perguntas de um minuto e meio, respostas de dois minutos, réplica de 45 segundos e tréplica de 30 segundos.

Ao estilo de pegadinhas, não esclarecem nada, dando chance a que muitos escondam a ignorância.

Na torcida
Telespectadores acompanham para ver quem é o mais esperto e se algum candidato se perderá na curva, vai derrapar e bater na mureta. Como nas corridas de Fórmula 1.

Esforço para iludir
Ao final de uma hora e meia ou duas, não fica praticamente nada. O máximo que fazem é conduzir eleitores a um mundo encantado. Candidatos com a varinha mágica prometem o que não realizarão.

Teste indispensável
Os produtores das emissoras precisam fazer com que os pretendentes a ocupar cargos demonstrem conhecimentos sobre o orçamento da Prefeitura e administração do dinheiro público. Caso contrário, é melhor nem ligar a TV. Nada se perderá se trambiqueiros convictos tiverem baixas audiências.

Para recordar
Em junho de 2020 serão assinalados os 60 anos do falecimento de Alberto Pasqualini. Filiado ao PTB e eleito senador em 1950, foi protagonista da campanha do Petróleo é Nosso. Getúlio Vargas chamou-o Harold Laski brasileiro, em referência ao cientista político e trabalhista inglês, um dos principais nomes do socialismo reformista europeu.

Só perdeu uma letra
Esta semana, completam-se dois anos do retorno à sigla MDB. O objetivo era retomar as teses da fundação, em 1966, e ganhar as ruas. Não engrenou. Os métodos continuam sendo do PMDB.

Há 95 anos
A 14 de dezembro de 1924, o governador Borges de Medeiros promulgou a Lei Eleitoral do Estado. Foi um dos itens previstos no Pacto de Pedras, que pôs fim à Revolução de 1923. Incluiu a proibição de reeleições de prefeitos e governadores. Borges estava no poder desde 1913.

Políticos experientes prescrevem
Esta é a melhor vacina contra a demagogia: mostrar os fatos para que as fantasias não prosperem.

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