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Brasil Manaus recebe 70 mil metros cúbicos de oxigênio vindos de Belém

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No sábado (15), o Ministério da Saúde também enviou cilindros de oxigênio para Manaus. (Foto: Ministério da Saúde)

O estado do Amazonas recebeu uma carga de 70 mil metros cúbicos de oxigênio vinda de balsas da cidade de Belém (PA). Segundo o governo, a nova remessa ” vai garantir a retomada do equilíbrio do abastecimento da rede de saúde do estado para os próximos dias”.

O aumento de internações por coronavírus em Manaus provocou um novo colapso no sistema de saúde da capital amazonense, com pacientes morrendo por falta de oxigênio nos hospitais. Na sexta-feira (15), Manaus voltou a registrar um pico inédito de sepultamentos nos cemitérios da cidade: 213.

No sábado (16), o Ministério da Saúde enviou 80 cilindros com oxigênio hospitalar para Manaus. A carga ajudará a abastecer e reforçar com o gás as unidades de saúde da região amazonense.

O transporte foi feito pela mesma aeronave que buscará, ainda sem data definida, dois milhões de doses de vacinas em Mumbai, na Índia. O avião A330neo, da companhia Azul, que estava no pátio do aeroporto de Recife (PE) de onde iria para a Índia, seguiu às 23h de sexta-feira (15) para o aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), para ser carregado com os cilindros.

As transferências de pacientes vão ocorrer por via aérea e já estão garantidos – de imediato – 149 leitos: 40 em São Luís (MA); 30 em Teresina (PI); 15 em João Pessoa (PB); 10 em Natal (RN); 20 em Goiânia (GO); 04 em Fortaleza (CE); 10 em Recife (PE) e 20 no Distrito Federal.

Até o momento, segundo o Ministério da Saúde, foram recrutados 198 médicos, 562 enfermeiros, 1.212 técnicos de enfermagem, 313 fisioterapeutas e 263 farmacêuticos para atuar nos serviços da rede pública de Manaus. No total, o ministério informou ter contratado 30.196 profissionais para reforçar o atendimento.

Ministério

O Ministério da Saúde do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) teve uma semana para agir e evitar o colapso no fornecimento de oxigênio em Manaus, mas tomou medidas de pouco alcance frente ao tamanho da crise. A pasta foi comunicada sobre a situação em 7 de janeiro, no mesmo dia que a Secretaria de Saúde do Amazonas. Uma semana depois, em 14 de janeiro, o oxigênio começou a faltar.

O déficit de Manaus chega a 46,5 mil metros cúbicos de oxigênio por dia —ou 4.650 cilindros. Para lidar com essa escassez, o governo federal enviou “nesta semana 5 mil metros cúbicos de oxigênio [transportados na forma de gás] líquido para auxiliar no combate à covid-19 na região”, informou o Ministério da Saúde. Pode soar muito, mas isso equivale a somente 11% do oxigênio extra que Manaus precisa em um único dia.

Bolsonaro procurou isentar o governo federal em discurso: “A gente está sempre fazendo o que tem que fazer, né? Problema em Manaus: terrível o problema lá, agora nós fizemos a nossa parte, com recursos, meios”.

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