Quinta-feira, 03 de Dezembro de 2020

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Magazine Meghan Markle admite que forneceu informações pessoais a autores de livro polêmico sobre a família real

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Meghan Markle em entrevista à Fortune. (Foto: Reprodução/Fortune)

Não está sendo um ano nada fácil para a família real britânica. Nesta semana, mais documentos foram apresentados a um tribunal britânico no processo de Meghan Markle e do príncipe Harry contra o jornal Daily Mail e, segundo o tablóide, os documentos mostram que a Duquesa de Sussex admitiu ter fornecido informações pessoais aos autores do livro ‘Finding Freedom’ por meio de uma terceira pessoa que ela sabia ter sido abordada pelos autores.

Os advogados de Meghan revelaram que ela estava preocupada que a narrativa sobre seu pai na mídia de que ela o havia “abandonado” e “nem mesmo tentado contatá-lo” seria repetida. “Consequentemente, ela indicou a uma pessoa que ela sabia que tinha sido abordada pelos autores sobre a verdadeira situação (que essa pessoa e vários outros que conheciam a requerente já sabiam) e poderia ser comunicada aos autores para prevenir qualquer deturpação adicional”, disseram os advogados da duquesa.

Meghan insiste no documento, entretanto, que ela não sabe até que ponto alguma das informações que ela revelou a essa pessoa foi compartilhada com os autores do livro. Seus advogados acrescentam: “Ela não sabe em que medida ou em que termos este único item de informação sobre sua comunicação com seu pai foi compartilhado com os autores”. A equipe jurídica de Meghan também afirma que ela não sabe se a equipe de comunicações do Kensington Palace fez contato com os autores de ‘Finding Freedom’ em seu nome.

Os últimos registros dos advogados de Meghan são em resposta a uma decisão judicial anterior que permitiu ao Daily Mail contar com a biografia ‘Finding Freedom’ como parte do caso, alegando que ela havia cooperado com seus autores e permitido que trechos de uma carta escrita ao pai pudesse ser publicada.

Meghan, 39 anos, está processando a Associated Newspapers, editores do Daily Mail, por violação de privacidade por publicar trechos da carta que ela enviou a seu pai, Thomas Markle, após seu casamento real em 2018. Os detalhes sobre como a carta surgiu estão contidos nos documentos do tribunal apresentados à Suprema Corte de Londres pelos advogados de Meghan. Eles revelam que Meghan diz que decidiu escrever a carta para Thomas Markle seguindo o conselho de dois membros seniores da Família Real na tentativa de fazê-lo parar de falar com a imprensa.Ela teria passado várias semanas fazendo anotações no seu iPhone e muitas horas escrevendo um rascunho da carta e então consultou Jason Knauf, que era Secretário de Comunicações do Duque e Duquesa de Cambridge e do Duque e Duquesa de Sussex.

O documento acrescenta: “Ela compartilhou um rascunho dessa carta com seu marido e com o Sr. Knauf para obter apoio, pois este foi um processo profundamente doloroso que eles viveram com ela… No decorrer de uma discussão entre eles, o Sr. Knauf forneceu feedback sobre esse rascunho mas sem palavras reais, pois esta era uma carta pessoal da filha para o pai”.

Os advogados de Meghan afirmam ainda que “os comentários fornecidos pelo Sr. Knauf foram na forma de ‘ideias gerais’. Para evitar dúvidas, nem o Sr. Knauf (nem qualquer outra pessoa) criou qualquer parte da carta”. O suposto papel de funcionários da equipe de comunicações do Palácio de Kensington surgiu como uma das questões-chave do caso. No início desta semana, documentos judiciais apresentados pelos advogados do jornal alegaram que o Sr. Knauf e outros na equipe real contribuíram para a redação da carta e que, como resultado, não teria sido uma “criação intelectual de Meghan”. O jornal também alega que Meghan escreveu a carta sabendo que ela seria tornada pública e que ela a usou como parte de uma “estratégia mais ampla”, o que ela nega.

Meghan e seu pai, 76 anos, vão se enfrentar na Suprema Corte daqui a um ano, se o caso prosseguir. O julgamento deveria começar em 11 de janeiro, mas no mês passado Meghan ganhou um adiamento de nove meses, depois de pedir ao juiz Warby, por motivo “confidencial”. Como parte do caso, o jornal também afirma que Thomas Markle pediu que fossem publicados trechos da carta para esclarecer as coisas, porque alguns dias antes amigos da sua filha haviam revelado sua existência em uma entrevista anônima que concederam à revista norte-americana People, e ele achou que ficou parecendo que a carta era “amorosa”.

A equipe jurídica de Meghan afirma que ela não sabia sobre a entrevista dos seus amigos e não estava ciente de que fariam qualquer referência à carta. A decisão de falar com a revista veio de uma preocupação de seu círculo íntimo de amigos com o impacto de “ataques agressivos” da mídia.

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