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Mundo Nova Zelândia envia voo de avaliação a Tonga após tsunami; dados iniciais sugerem não haver muitas vítimas

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Erupção seguida de tsunami atingiu a pequena nação insular no sábado. (Foto: Reprodução/Twitter)

A Força de Defesa da Nova Zelândia enviou nesta segunda-feira (horário local, domingo, 16, no Brasil) um voo de reconhecimento a Tonga, no Pacífico Sul, para tentar avaliar a completa extensão dos danos causados pela erupção seguida de tsunami que atingiu a pequena nação insular no sábado. Vídeos postados em redes sociais mostraram a água invadindo casas na região costeira.

Neste domingo (16), uma primeira tentativa aérea foi realizada, mas a operação não teve sucesso porque havia uma espessa nuvem de cinzas de 19 mil metros de altura cobre a região. A Nova Zelândia espera também enviar em breve aviões e navios com suprimentos para o país.

Segundo o ministro australiano para o Pacífico, Zed Seselja, informações iniciais sugerem não haver um número de mortos muito grande. Ele afirmou, porém, que havia “danos significativos” em estradas e pontes na nação insular.

“Nesse momento, felizmente, não temos informações sobre vítimas em massa, o que obviamente é uma ótima notícia. Mas ainda há informações muito limitadas, se alguma, das ilhas exteriores”, disse à ABC se referindo às formações fora de Tongatapu, a principal ilha de Tonga.

Assim como a Nova Zelândia, a Austrália também planeja enviar um voo de reconhecimento para acessar os danos.

Previamente, durante uma coletiva, a primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, afirmou que ainda não há informações oficiais sobre vítimas, mas com a ressalva de que as autoridades ainda não conseguiram fazer contato com algumas áreas costeiras ou ilhotas de Tonga. Imagens de satélite sugerem que ilhas menores ficaram completamente sob água do mar.

O país perdeu a conexão com a internet às 18h40min de sábado (2h de Brasília) e, segundo a BBC, muitas áreas estão sob um blecaute quase total de luz e linhas telefônicas.

O tsunami foi causado por uma erupção de oito minutos do vulcão submarino Hunga-Tonga-Hunga-Ha’apai, localizado a cerca de 64 km ao norte de Tongatapu, onde está a capital e onde vivem cerca de 70% da população de 105 mil habitantes. A erupção foi tão forte que “sons altos de trovão” puderam ser escutados em Fiji, situada a 800 km de distância.

“Suspeitamos que 80 mil pessoas tenham sido afetadas tanto pela erupção quanto pelo tsunami e a inundação subsequentes”, disse Katie Greenwood, da Federação Internacional da Cruz Vermelha em Fiji, à rede BBC.

Distante 2.383 km, a Nova Zelândia tem laços estreitos com Tonga e uma grande comunidade do país vivendo em seu território. Algumas igrejas organizaram preces em Auckland e em outras cidades.

Com informações obtidas após contato com a representação neozelandesa no país, Ardern afirmou que o tsunami teve “um impacto significativo na costa no lado norte de Nuku’alofa”, a capital tonganesa, “com barcos e grandes pedras arrastados para a praia”. Nuku’alofa teve partes inundadas por ondas que chegaram a 1,2 metro.

Segundo a premier neozelandesa, Nuku’alofa está coberta por uma grossa camada de cinza vulcânica, o que contaminou os suprimentos de água, tornando-a uma necessidade imediata. Segundo agências de ajuda, a enorme quantidade de cinzas e fumaça fez com que as autoridades peçam que a população use máscaras e beba água de garrafas.

Em um vídeo postado no Facebook, Nightingale Filihia conta ter se abrigado na casa de sua família enquanto a poeira vulcânica e pequenos pedaços de rocha caíam e tornavam o céu um breu.

“É uma situação muito ruim. Nos disseram para ficar dentro de cada e para cobrir portas e janelas porque é perigoso”, diz no vídeo. “Todo mundo ficou em choque com a explosão [do vulcão]. Corremos para casa.”

Fora da residência de Filihia, as imagens mostravam pessoas usando guarda-chuvas como proteção. As informações são do jornal O Globo e de agências internacionais de notícias.

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