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Geral O WhatsApp ganhou um robô para checar boatos sobre o coronavírus

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Novo recurso do WhatsApp permite checar se informação encaminhada é verdadeira. (Foto: WhatsApp/Divulgação)

O WhatsApp se transformou numa das principais ferramentas para que amigos e familiares em isolamento por causa da pandemia mantenham contato, mas essa facilidade trouxe uma ameaça: a dispersão de notícias falsas. Para tentar conter a chamada “infodemia”, a plataforma ganhou nesta terça-feira (4) um chatbot em português, um robô para ajudar os usuários a identificar boatos sobre o coronavírus.

Ao receber uma informação, os usuários poderão consultar uma imensa base de dados produzida por agências checadoras, como Aos Fatos, Agência Lupa e AFP. Para interagir com o robô, basta salvar o número +1 (727) 291 2606 na lista de contatos e enviar um “oi” pelo WhatsApp. Ou recorrer diretamente ao banco de dados no endereço poy.nu/ifcnchatbotPT.

No mundo inteiro, as grandes plataformas de tecnologia, como Facebook (que é dono do WhatsApp) e Google, estão sob o escrutínio de autoridades por causa da disseminação de notícias falsas, sobretudo após o avanço da pandemia de coronavírus. As empresas têm se posicionado contra um aumento da regulação.

Na nova funcionalidade do WhatsApp, os usuários podem verificar se informações específicas que receberam sobre o coronavírus já foram classificadas como “falsas”, “parcialmente falsas”, “enganosas” ou “sem evidência”. As buscas podem ser feitas por palavra-chave.

A iniciativa faz parte da aliança global International Fact-checking Network (IFCN) que reúne, no Poynter Institute, mais de 90 organizações dedicadas à verificação de fatos. O chatbot já está disponível em mais de 70 países, em versões em inglês, espanhol e hindi, e, nesta terça, ganhou uma versão em português.

Desde janeiro, essas agências já identificaram mais de 8 mil boatos relacionados ao coronavírus em 74 países.

“Bilhões de usuários confiam no WhatsApp para manter contato com seus amigos e familiares. Como alguns atores usam todas as plataformas possíveis para espalhar boatos que desinformam nesses tempos difíceis, o trabalho dos verificadores é mais importante do que nunca”, afirmou o diretor da IFCN, Baybars Orsek, em comunicado.

“Tanto a desinformação quanto a informação de qualidade podem circular pelo WhatsApp”,  afirmou Fabro Steibel, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS Rio), parceiro da IFCN na versão em português. “A diferença entre as duas depende da credibilidade da fonte e da capacidade das pessoas de buscarem informações mais à fundo sobre um dado fato.”

Golpe

Um golpe realizado por meio do WhatsApp usa o nome do instituto de pesquisa Datafolha para clonar contas. As vítimas recebem ligações de pessoas que afirmam que estão fazendo um levantamento sobre o novo coronavírus, mas, na verdade, tentam roubar o código que permite ativar a conta em outro aparelho. Segundo projeção do dfndr lab, laboratório de segurança digital da PSafe, a prática criminosa levou a 420 mil vítimas em junho de 2020.

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