Sexta-feira, 28 de Fevereiro de 2020

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Colunistas Para garantir aprovação do pacote, governo perde quase R$ 5,6 bi

Deputado Frederico Antunes, líder do governo dialogou com todas as bancadas. (Foto: Guerreiro/ALRS)

O governo foi muito além do que previa e chegou no limite. O governador Eduardo Leite, para estancar a desidratação do pacote de reformas, sinalizou que não há mais onde ceder. Com as concessões do governo aos pedidos de deputados da base, a economia inicial caiu dos R$ 25,4 bilhões projetados em 10 anos para R$ 19 bilhões.

Perda foi necessária para garantir os votos

Essa perda, de exatos R$ 5,6 bilhões na economia, foi o preço que o governo teve de pagar para conquistar os votos dos deputados indecisos e assegurar os votos à aprovação de todo o pacote de reformas.

No primeiro teste, governo mostra 34 votos

Foi uma sessão curta, de apenas duas horas, mas o requerimento da convocação extraordinária da Assembleia Legislativa foi aprovado por 34 votos a 15 e permite que o governo leve a plenário os projetos do pacote do funcionalismo, o Reforma RS. Não vale rigorosamente como teste dos voos do governo, mas a amostragem, segundo deputados da base, foi boa.

PSL com a oposição?

Deputado do PSL, Capitão Macedo chamou a atenção por ser o único integrante da base que acompanhou, ontem, a oposição – PT, PSOL, PDT e Podemos – no voto contra a autorização da convocação extraordinária. Macedo repetiu o que já fizera em dezembro, na votação do Projeto 503, que altera as alíquotas de contribuição previdenciária dos servidores civis – ativos, inativos e pensionistas – de todos os Poderes. Na ocasião, quando o governo aprovou o projeto com 38 votos, Macedo votou contra e ficou também alinhado com a oposição.

Um pacote para reduzir a passagem de ônibus

Diante do problema colocado, com o pedido das empresas de ônibus de Porto Alegre, de reajuste da tarifa de R$ 5,20 em 2020, a prefeitura de Porto Alegre propõe uma alternativa para reduzir o valor para abaixo de R$ 2 até 2021. São medidas inovadoras – polêmicas – como a “tarifa de uso do sistema viário” para os aplicativos de transporte de passageiros”, pedágio de R$ 4,70 para carros de fora da cidade entrarem em Porto Alegre, redução dos cobradores e fim da taxa de gestão do sistema, que consome R$ 24 milhões por ano. A Câmara vai examinar e votar estas propostas.

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