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Política PT e PSB resolvem pendências em ao menos seis Estados e vão pedir mais prazo ao Tribunal Superior Eleitoral para decidir sobre formarem uma federação

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Ex-presidente Lula (PT) com o presidente do PSB, Carlos Siqueira: as duas siglas negociam aliança na eleição presidencial e uma federação partidária. (Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação)

As direções do PT e PSB decidiram que vão recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para ampliar o prazo previsto para consolidar a federação entre as duas legendas. O limite hoje para entrar com o pedido de formação do bloco vai até 1° de março – data considerada infactível pelos presidentes do PT, Gleisi Hoffmann, e do PSB, Carlos Siqueira, que se reuniram nesta quinta-feira em Brasília. O jurídico dos dois partidos pretendem entrar com a ação até a próxima segunda-feira.

“Esta não foi uma reunião de definição, mas de conversas e entendimentos. O que ficou claro é que a gente tem a disposição de construir a federação (…). Mas o tempo da política não pode ser dado pelo tempo burocrático do TSE”, afirmou Gleisi.

As duas legendas trabalham com a possibilidade de alargar o limite para junho – até lá teriam tempo para discutir um novo programa e regimento para a definição de candidaturas estaduais e municipais, uma vez que a lei obriga a federação a lançar chapas únicas num período mínimo de quatro anos.

Além de discutir os primeiros passos da união formal, o encontro serviu para Gleisi e Siqueira apararem as arestas nas disputais estaduais em ao menos seis Estados. Pelo que ficou conversado entre os dois, o PSB lançaria candidatos em Pernambuco, Rio de Janeiro e Espírito Santo, enquanto o PT ficaria com a Bahia, Sergipe e Rio Grande do Norte. Em São Paulo, onde o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) e o ex-governador Márcio França (PSB) pretendem concorrer ao Palácio dos Bandeirantes, o impasse continua e está longe de ser resolvido.

“O PT entende que a candidatura de Haddad é essencial. E o PSB também entende que a candidatura de França é importante. (…). E, com muito respeito, temos que chegar a um denominador”, acrescentou Gleisi.

Ao lado da petista, Siqueira afirmou que a aliança em São Paulo não pode ser “apenas matemática”.

“Antes de ter um entendimento eleitoral, é preciso um entendimento político. A política antecede todos os números”, disse ele.

A fala é um recado aos dirigentes petistas que argumentam que a preferência cabe a quem está melhor colocado nas pesquisas – nos últimos levantamentos, Haddad aparece à frente de França nas intenções de voto. Ele lembrou que o PSB combinou o apoio ao senador Jaques Wagner na Bahia, mesmo ele estando atrás do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (DEM) nas pesquisas.

Com um pé ainda atrás na ideia de federação, Siqueira reiterou a necessidade de “ter reciprocidade na construção da união política”. O temor dos dirigentes do PSB é que, por ter mais votos e maior bancada, o PT acabe assumindo o controle do bloco partidário, que, conforme as novas regras, acaba funcionando como um único partido.

Além de Gleisi e Siqueira, participaram do encontro o secretário nacional do PT, deputado Paulo Teixeira, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB) e o ex-governador de São Paulo Márcio França (SP). A reunião ocorreu na sede nacional do PSB, em Brasília, mas foi Gleisi quem iniciou o discurso de conciliação.

Com a pré-candidatura ainda indefinida, França saiu da reunião antes dos demais e afirmou que não pretende desistir da candidatura em prol de Haddad. Ele ainda reconheceu que é válido adotar o critério do desempenho nas pesquisas (“uma boa saída”), mas ponderou que é preciso “avaliar quem é o candidato que amplia mais” – no caso, quem conseguiria mais votos fora do campo da esquerda.

Para driblar o assunto São Paulo, Gleisi começou citando o exemplo da disputa em Pernambuco. Lá, o diretório estadual do PT lançou a pré-candidatura do senador Humberto Costa, que nesta semana foi descartada por Gleisi e Lula em favor da aliança com o PSB. Ficou decidido que o pré-candidato será escolhido pelo governador Câmara, que está dividido entre os deputados Danilo Cabral e Tadeu Alencar.

Em seguida, a presidente petista frisou que as conversas avançaram no Rio de Janeiro, onde o PSB planeja lançar o deputado federal Marcelo Freixo e o PT passou a ventilar o nome do deputado estadual André Ceciliano. “Nós temos caminhado bem no Rio. (…) Estamos juntos pela candidatura de Freixo. Nunca cogitamos ter candidato próprio lá”, sentenciou ela.

Em troca dos acenos, Siqueira anunciou que o PSB está fechado no apoio à pré-candidatura de Lula à presidência da República. “Vemos no presidente Lula o que melhor encarna a possibilidade de enfrentamento ao presidente Jair Bolsonaro”, disse ele. No fim de 2021, a cúpula do PSB se irritou com as movimentações do PT nos estados e chegou a reabrir as negociações com o PDT, do presidenciável Ciro Gomes.

Outro ponto ainda a ser resolvido entre os partidos é a candidatura no Rio Grande do Sul. Enquanto o PSB quer lançar o ex-deputado federal Beto Albuquerque, o PT trabalha em torno da candidatura do deputado estadual Edegar Pretto. As negociações no estado devem se estender até a decisão sobre a formação da federação entre as legendas.

Apesar das divergências internas, as cúpulas do PT e PSB insistem na criação de uma federação porque a veem como instrumento para aumentar a bancada na Câmara – função que antes era exercida pelas coligações. Como a eleição é proporcional, as vagas no Legislativo são distribuídas conforme a votação de todas siglas que compõem a aliança. As informações são do jornal O Globo.

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