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Economia Reduzir os impostos dos carros importados é uma questão de sobrevivência, diz associação dos importadores

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Presidente da Abeifa diz que diante do atual cenário “é hora do governo federal pensar seriamente em reduzir os impostos para os carros importados”. (Foto: Divulgação)

A Abeifa (Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores) divulgou o balanço de vendas dos carros importados no primeiro trimestre de 2021. Em relação ao mesmo período de 2020, a queda foi de 21,8% – foram 57.935 unidades contra 45.280.

João Oliveira, presidente da Abeifa, diz que diante do atual cenário “é hora do governo federal pensar seriamente em reduzir os impostos para os carros importados”. “Continuamos batalhando para a redução nos impostos de importação. O ideal é passar dos 35% atuais para 20%. A gente sabe o quanto isso é importante para um setor que está penalizado com a desvalorização da moeda. Essa redução é fundamental para garantir a sobrevivência de algumas marcas no Brasil”, diz.

De acordo com o presidente da Abeifa, a perspectiva é que a média do dólar fique em R$ 5,50 até o final deste ano e isso é preocupante para a situação do mercado.

Hoje a Abeifa tem em seu quadro de associados 15 marcas: BMW, BYD, Caoa Chery, Ferrari, JAC Motors, Jaguar Land Rover, Kia Motors, Lamborghini, Maserati, Mini, Porsche, Rolls Royce, Suzuki e Volvo.

Levando em consideração somente o desempenho de vendas dessas fabricantes – importados e carros produzidos no Brasil –, a queda foi de 1,7% no primeiro trimestre deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado. Com respectivas marcas de 15.315 e 15.053.

Quatro dessas marcas produzem carros no Brasil: BMW, Caoa Chery, Land Rover e Suzuki. Se analisarmos somente essas quatro, o saldo foi positivo. Nos três primeiros meses de 2021, foram vendidos 9.040 carros de fabricação nacional, aumento de 11% em relação aos 8.142 emplacamentos do ano passado.

Ao analisar somente os emplacamentos de carros importados, a queda foi de 16,1%, caiu de 7.170 no ano passado para 6.013 em 2021.

“Parte desse número é por causa do câmbio e dos impostos, mas tem outro fator muito importante nisso: o desabastecimento. Muitas dessas fábricas fecharam no exterior e isso impactou muito essas vendas no país, com umas mais afetadas e outras menos, mas todas prejudicadas”, explica o presidente da Abeifa.

“A situação atual do mercado é preocupante, mas se olharmos para os importados e as marcas de importados que produzem no Brasil, principalmente, a situação da Abeifa foi positiva, com uma queda somente de 1,7% no primeiro trimestre em um cenário que poderia ser pior”, ressalta João Oliveira.

A projeção da Abeifa para o total desse ano é de 68 mil veículos importados vendidos. Sendo 41 mil produzidos no país e 27 mil por importação. Para isso, a associação diz que é essencial o governo reduzir os impostos de importação e a expectativa do setor para que isso aconteça é positiva. As informações são do site Auto Esporte.

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