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Cláudio Humberto Ritmo da vacinação aumenta 87,4% em março

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(Foto: Divulgação)

A chegada de novas doses e insumos para fabricação pela Fiocruz e Instituto Butantan fez o ritmo da vacinação no Brasil quase dobrar neste mês de março, em relação a fevereiro. Segundo o portal vacinabrasil.org, era de 205.292 a média diária de doses aplicadas ao final do mês passado, mas começou a acelerar em março até atingir 384.752 no domingo. Com a liberação do estoque que era reservado para garantir a aplicação da 2ª dose, a tendência é que, logo, a média passe de 500 mil.

Insumo foi a chave
A liberação das doses se deve a maior quantidade e regularidade na chegada de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) para fabricar a vacina.

Vacinação recorde
Sem muita comemoração pelos que parecem torcer pelo vírus, a sexta (19) foi o primeiro dia em que o Brasil aplicou mais de 500 mil doses.

Ritmo cai no domingo
Desde o início do mês, a regra é aplicar de 300 mil a 535 mil doses. O ritmo cai apenas aos domingos, quando fica entre 65 mil e 115 mil.

Imunização em dobro
O Ministério da Saúde estima que a liberação das doses de reserva, de segunda dose, deve dobrar o número de vacinados em uma semana.

Justiça não pode governar, lembra desembargador
Desembargador do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, Pedro Valls Feu Rosa negou ontem liminar contra o lockdown decretado pelo governo estadual, em decisão muito elogiada. Ele observou, no texto, que o Judiciário não pode adotar decisões que cabem aos governantes: “Aos juízes não cabe administrar por vias indiretas. Gerir a coisa pública através de decisões judiciais. Ou legislar de forma oblíqua”, ensinou.

Mandou bem
Feu Rosa deu uma lição de democracia, limites constitucionais e bom senso, algo raro de se ver em decisões do gênero em todo o País.

Não é divino
“Tenho eu, enquanto juiz, condições legais de definir tais medidas? De dizer o que deve e o que não deve ser feito? Não, não as tenho”, disse.

Receita capixaba
Na semana passada, o governador Renato Casagrande (PSB), ordenou medidas restritivas por duas semanas em todo o Espírito Santo.

Cocem o bolso, senhores
Milionários e economistas que os assessoram produziram um documento cheio de obviedades e duvidosa eficácia. Poderiam ter aproveitado para anunciar um fundo de financiamento da pesquisa científica, como se faz nos EUA e Europa. Mas aqui estão ocupados demais ganhando dinheiro.

Desapega, Pazuello
Eduardo Pazuello agarra-se ao cargo como carrapato. Fontes palacianas acham que ele pediu “mais um tempo” como ministro para tentar mostrar serviço, sem perceber que o País tem pressa de vê-lo pelas costas.

Moção é aval a Pacheco
A moção aprovada nesta segunda (22) pelos senadores reafirma a liderança do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que pediu esse voto de confiança, mas tem pouca eficácia: a rigor, não há vacinas disponíveis no mercado. E o Brasil já comprou meio bilhão de doses

Não há vacinas
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (DF) voltou a constatar que é só papo a história de “consórcios” de estados e municípios para comprar imunizantes: “não há [vacinas] para pronta entrega”.

Tô fora
O ex-presidente Michel Temer achou graça quando soube que pretendiam lançar sua candidatura a presidente, em 2022. “A única candidatura a que me disponho é tomar a segunda dose, nada mais.”

Debochando da morte
Em live, o governador baiano Rui Costa (PT) debochou da morte de quem não tomar a vacina. “Se fosse Bolsonaro, a mídia estaria caindo de pau”, observa o valente baiano Marcel Leal, do jornal A Região.

Spray aprovado
O deputado Marco Feliciano repudiou “chacota” feita sobre o spray nasal contra covid, que teve venda liberada em Israel e Nova Zelândia: “Países líderes no combate ao vírus. Não vi ainda ninguém pedir desculpa”.

Agora, sim
Israel vai tentar eleger o premier pela quarta vez em apenas dois anos. Mas, desta vez, com o sucesso da vacinação contra covid, Benjamin Netanyahu deve obter maioria no parlamento israelense.

Pergunta nos poderes
Após um ano de pandemia, ninguém aprendeu nada?

PODER SEM PUDOR

Sessão espírita
Durante sessão na Comissão de Educação da Câmara, certa vez, um deputado da chamou de “professor Anísio Teixeira” o professor Eliezer Pacheco, então presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Apesar da confusão, o convidado ilustre a falar sobre Educação, na Câmara, reagiu com graça: “Até que para morto eu tô bem conservado…”

Com André Brito e Tiago Vasconcelos

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