Segunda-feira, 17 de Fevereiro de 2020

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Colunistas Sossela propõe comissão para discutir concessões de rodovias

Gilmar Sossella (Foto: AL)

A polêmica que envolve alguns pontos das concessões federais de rodovias no Estado chega gora à Assembleia Legislativa. Ontem, o deputado Gilmar Sossella (PDT) informou à coluna, que formalizou um requerimento para criação de uma Comissão de Representação Externa para tratar das concessões federais no Estado.

O documento foi entregue ao presidente da Casa, deputado Adão Pretto (PT), durante a sessão plenária da tarde. Sossela, de cara, explica que, o que preocupa a todos, “é o trecho a ser licitado no Rio Grande do Sul, que prevê a concessão das BRs-101/290/386/448, que englobam 32 municípios gaúchos”.

CPI em 2007 já discutiu concessões

Sossela já tem no currículo a preocupação com o tema. Lembra que, em 2007, presidiu a CPI dos Polos de Pedágio na Assembleia Legislativa, que levantou uma série de problemas do programa de concessões de estradas do Estado, e foi reprovado pelos gaúchos devido ao alto valor das tarifas, ao modelo de polos implantado, e, principalmente, porque em 15 anos nem um metro sequer de rodovia foi duplicado no Estado nos mais de 1,799 mil quilômetros concedidos à iniciativa privada.

Contrapartidas duras

O que se viu ontem em Brasília, é que as contrapartidas da União para renegociar as dívidas dos Estados serão duríssimas. Envolvem privatização inclusive da participação dos Estados em instituições financeiras.

Os desafios políticos do ano

O presidente Michel Temer retornou ontem ao front com a meta de manter o ritmo de discussão e aprovação da proposta de Reforma da Previdência, em tramitação na Câmara dos Deputados.

Desfalcado do seu principal articulador político, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, que recupera-se de uma cirurgia de próstata, e aguarda os desdobramentos da crise provocada pelas declarações do advogado José Yunes, o presidente Temer tem se valido de outro interlocutor importante. Trata-se do vice-lider do governo, o deputado gaúcho Darcísio Perondi, que tem criado espaços importantes de diálogo do governo com o Congresso.

A bola está com Rodrigo Janot

Há outro problema que assombra o mundo político em Brasília: o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pode, a qualquer momento, levantar o sigilo integral ou de apenas uma parte, das 77 delações de ex-diretores e ex-executivos da Odebrecht. Nos meios políticos a torcida é que a “injeção” seja aplicada de uma única vez. Ou seja: se for para quebrar o sigilo, isso ocorra com todas as 77 delações de uma vez só.

Mudem o nome

O PSB vinha insistindo com o nome de Fabiano Pereira pra a pasta da Justiça e Direitos Humanos. O governo mandou ontem um recado ao partido: se quiser manter um espaço no primeiro escalão, indique outro nome.

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