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Cláudio Humberto Temor é de que Rodrigo Pacheco boicote redução de preços dos combustíveis

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Protelamento do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, prolonga a incerteza sobre abertura de espaço fiscal para o programa Auxílio Brasil. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

“Seguem iguais, não aprenderam nada. Criminosos!” – Ministro Onyx Lorenzoni (Trabalho), em dia de mais uma invasão do MST

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou ontem não ter dúvida de que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), vai agilizar e aprofundar o exame da proposta, aprovada por quase 400 deputados federais, que altera o ICMS sobre os combustíveis.

Mas, na Câmara, muitos parlamentares duvidaram da sinceridade de Pacheco quando, ainda na noite de quarta-feira (13), disse que o País “já não suporta os aumentos” e que o Congresso Nacional precisa agir com rapidez contra isso.

Mais do mesmo

Como é habitual, horas depois Pacheco passou a defender interesses dos críticos do projeto, dizendo ser preciso “ouvir os governadores”.

Passando o rodo

Os governadores, que hoje nadam em dinheiro, não querem perder o bem-bom dos bilhões de reais extras gerados pelos aumentos da Petrobras.

Pura “embromation”

A promessa de “ouvir os governadores”, na prática, garante holofotes a Pacheco mas também provocará demora na votação.

Trocando em miúdos

A governista Bia Kicis (PSL-DF) definiu a votação de quarta-feira: “A Câmara aprovou a redução no preço do combustível. E o Senado, fará o quê?”.

Privatização da Petrobras

Bolsonaro parece finalmente convencido da necessidade de privatizar a empresa “pública” Petrobras. A estatal, que se comporta como se fosse particular (e pior, submissa a acionistas minoritários), saiu do controle do acionista majoritário, que é o povo brasileiro, representado pelo chefe do Executivo.

A estatal já não investe, priorizando apenas a distribuição de dividendos. A política selvagem de lucros da Petrobras é o que provoca reações como a do presidente, de simpatia à ideia de sua privatização.

Xô, monopólio!

O problema é a definição do modelo de privatização. Primeiro passo é eliminar o seu maior privilégio. Afinal, não dá para privatizar monopólio.

Concorrência já!

Economistas apontam outra providência necessária antes de privatizar: abrir o Brasil para que outras petroleiras concorram com a Petrobras.

Fatiar é preciso

Outro ponto, antes de levar a Petrobras a leilão, é fatiar a empresa. Quem a comprar não pode concentrar tanto poder no mercado brasileiro.

Passo glorioso

Falou-se muito sobre o projeto de redução do preço do combustível (“muito engenhoso” segundo o experiente ex-ministro Delfim Netto), mas pouco sobre seu autor. Trata-se do deputado Emanuel Pinheiro Neto (PTB-MT), para quem “é somente o primeiro passo, mas um passo glorioso”.

Outra goleada

O presidente da Câmara, Arthur Lira, confirmou: a proposta de emenda à Constituição (PEC) que altera e amplia a composição do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) será votada na próxima terça-feira (19). Espera-se nova goleada.

Ela, não!

A CPI da Covid falava em “indiciar” 30 pessoas. Passou a 34, 40 e agora 50. Espera-se que dentre estas não esteja Dona Déa, mãe do saudoso ator Paulo Gustavo e que não permitiu a exploração política da morte do filho.

Camomila na veia

Bolsonaro deve utilizar todo o seu estoque de paciência ao receber o senador “seachão” Davi Alcolumbre (DEM). Se o presidente não for capaz de garantir a difícil reeleição do parlamentar no Amapá, bye, bye, sabatina.

Ato “democrático!”?

Teria sido “ato antidemocrático” o ataque covarde à sede da Associação Brasileira de Produtores de Soja (Aprosoja), não fosse esta presidida por um bolsonarista. Aliás, a entidade virou alvo exatamente por essa razão.

Vagabundos

O deputado José Medeiros (Podemos-MT) ironizou manchetes sobre a invasão da sede da Aprosoja por “trabalhadores rurais”. Ele postou foto dos delinquentes e tascou: “Não tem um trabalhador aí. Só malandro”.

Pergunta na Justiça

O Supremo Tribunal Federal (STF) vai mandar prender os delinquentes que participaram de ato antidemocrático na sede da Aprosoja?

Ferramenta pedetista

Para o presidente do PCO, Rui Costa Pimenta, a acusação de Ciro Gomes (PDT) de que “Lula participou da conspiração” contra Dilma Rousseff mostra que Ciro é “uma ferramenta dos golpistas que elegeram Bolsonaro”.

100% nacional

Bolsonaro comemorou o sucesso da bateria de nióbio, que sempre defendeu: “Permitirá carros elétricos recarregarem em seis minutos. Volkswagen e a Toshiba já fecharam parceria para comercializar”.

PODER SEM PUDOR

Sem explicações

Paulo Maluf perdeu a eleição para prefeito de São Paulo em 1990, apesar do gênio criativo do marqueteiro Duda Mendonça – que fazia então o seu primeiro trabalho importante na área. O publicitário decidiu explicar as razões da derrota e até pedir desculpas. Maluf não permitiu: “Meu caro Duda, nunca se explique: para os amigos não precisa e para os inimigos não adianta!”.

Com André Brito e Tiago Vasconcelos

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