Sábado, 04 de Julho de 2020

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Mundo Top model confessa que comia apenas três maçãs por dia

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Antes e depois: Victoire Maçon Dauxerre expõe o quanto sofreu com a ditadura da magreza em seu livro "Never Skinny Enough: The Diary of a Top Model" e mostra o quanto o mudou para manter sua saúde hoje. (Crédito: Reprodução)

Victoire Maçon Dauxerre tinha apenas 18 anos e, como muitas jovens da sua idade, se preparava para entrar em uma universidade. Mas um dia, quando andava pelas ruas de Paris, na França, acabou “descoberta”. “Um cara chegou em mim e disse: ‘você é a próxima Claudia Schiffer’. Pensei que era piada, e ele falou então que me transformaria em uma estrela. E pediu: ‘por favor, me procure e assine [um contrato]'”, contou top model. Aquele momento de 2011 marcou não só o começo de sua carreira de modelo, mas também o início de um período de dietas severas que a levaram a se alimentar, durante meses, com apenas três maçãs por dia. “Eles me disseram: se você quiser ser uma modelo, precisa estar abaixo dos 90 centímetros de quadril.”

Longe das passarelas, Victoire lançou neste ano o livro “Never Skinny Enough: The Diary of a Top Model” (“Nunca Magra o Bastante: Diário de uma Top Model”, em tradução literal). Nele, descreveu como abandonou tudo para recuperar sua saúde. Ela contou que ninguém chegou a lhe dizer diretamente que precisava emagrecer. Porém, ao anunciar que ela participaria da Semana de Moda de Paris, os agentes informaram também os tamanhos das roupas usadas nos desfiles – todos pequenos. E a avisaram que teria de caber nas peças. “Foi quando comecei a comer três maçãs por dia”, afirmou.

Anorexia.

“Meu pai dizia: ‘Victoire, você não pode fazer isso. Tem que comer verduras, peixe, frango’. Como não queria que ele se preocupasse, eu ingeria tudo”, relatou. “Acabava tomando laxantes, pois não conseguia vomitar.” No auge de sua anorexia, Victoire , que tem 1,78 metro, chegou a pesar 45 quilos. Seu manequim diminuiu quatro números.

Para o especialista em gasto de energia John Speakman, professor da Universidade de Aberdeen (Reino Unido), a modelo não estava apenas abaixo do peso: sua vida corria risco. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), qualquer pessoa com IMC (Índice de Massa Corporal) abaixo de 16 apresenta um quadro muito grave de magreza – naquele momento da carreira da modelo, ela atingiu o a marca de 14,2. “Kate Moss, por exemplo, tem um IMC entre 16,5 e 17,5. Cara Delevigne, 17. Atrizes estão todas no mesmo índice: Cameron Diaz tem 17,4, Angelina Jolie, 18,7”, afirmou Speakman, ao citar algumas mulheres famosas – e bastante magras.

Risco de vida.

“Pessoas que têm doenças psicológicas graves como a anorexia nervosa tendem a ter IMCs bem mais baixos que esses, abaixo de 16. Mas a verdade é que você não pode ter um índice abaixo de 13 e continuar vivo”, explica o professor. ] “É, eu era tão magra…”, lembrou Victoire. “Você tem que ser assim para que as pessoas vejam apenas um objeto, e não um corpo. Precisa parecer infantil, sem curvas, sem peitos, nada.” “Você acaba percebendo que, se emagrecer, consegue os melhores trabalhos. E aí você quer ser cada vez mais magra, fica feliz quando está magra. É insano, mas é como funciona na indústria da moda.”

Victoire se afastou das passarelas. Hoje, ela pesa 56 quilos – e quer ser atriz.

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