Quinta-feira, 03 de abril de 2025
Por Redação O Sul | 26 de julho de 2024
O ex-presidente Donald Trump, que tem se empenhado em demonstrar seus laços com Israel enquanto tenta conquistar os judeus americanos, se encontrou com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, nessa sexta-feira (26) em Mar-a-Lago, a residência de Trump na Flórida. Em campanha para um segundo mandato, o republicano tem dito que a invasão do grupo terrorista Hamas a Israel – e a guerra subsequente em Gaza – não teriam ocorrido se ele tivesse vencido a eleição de 2020.
Antes da reunião, Trump insistiu que Israel precisava acabar com a guerra o mais rápido possível. Ele não apresentou um plano claro de como ajudaria a encerrar o conflito, mesmo enquanto criticava o governo Biden por não conseguir fazê-lo. Em entrevista à Fox News na quinta-feira (25), o ex-presidente afirmou que a situação “não pode continuar assim” porque o conflito já dura “muito tempo”. Trump sugeriu repetidamente, contudo, que apoiava a ideia de Israel usar mais força em Gaza.
Ao mesmo tempo, Trump – que frequentemente se chama de “o maior aliado do País a servir na Casa Branca” – tem criticado Israel desde que lançou seu esforço militar, questionando o compartilhamento de imagens da destruição em Gaza. Ainda na quinta-feira, o ex-presidente afirmou que Israel “precisa lidar com suas relações públicas”, que, avaliou, “não estão boas”. Trump ponderou que o governo israelense deve “resolver isso rápido porque o mundo não está lidando bem” com a guerra.
O escritório do xerife do condado de Palm Beach alertou sobre possíveis protestos fora da reunião dessa sexta-feira, mas houve pouca atividade perto de Mar-a-Lago – e a segurança, que foi aumentada desde a tentativa de assassinato contra Trump, era pesada. Um punhado de pessoas carregando cartazes, algumas em apoio a Israel e outras condenando a guerra, ocuparam posições nas ruas próximas.
Laços estreitos
Trump e Netanyahu tiveram laços estreitos durante a presidência do republicano, mas seu relacionamento passou por uma tensão após o premier israelense parabenizar o atual mandatário americano, Joe Biden, por vencer a eleição de 2020 (que Trump insiste falsamente ter sido fraudada). Dias após o ataque sem precedentes do Hamas a Israel, Trump criticou Netanyahu e os oficiais de inteligência do Estado judeu por estarem “mal preparados” – mas, desde então, tem recuado dessas críticas.
Netanyahu se junta a um punhado de líderes globais que se encontraram com Trump durante sua terceira campanha presidencial. O republicano se encontrou duas vezes com o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban, um líder de direita com quem ele compartilha visões anti-imigração e populistas. E, enquanto estava em julgamento em Manhattan em abril, Trump recebeu o presidente de direita da Polônia, Andrzej Duda, na Trump Tower.
Trump postou esta semana no Truth Social uma carta que recebeu de Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina, após a tentativa de assassinato contra ele em um comício na Pensilvânia neste mês. Abbas, que escreveu no dia seguinte ao tiroteio, disse que estava “gravemente preocupado” após ver imagens do incidente, acrescentando que acreditava que “as diferenças devem ser resolvidas através da comunicação” em vez da violência.
Ao compartilhar a carta, Trump escreveu: “Ansioso para ver Bibi Netanyahu na sexta-feira, e ainda mais para alcançar a Paz no Oriente Médio!” As informações são do O Globo.