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Economia Vendas do comércio brasileiro crescem 8% em junho; recuo é de 3,1% no ano

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Apesar da segunda alta mensal seguida, varejo brasileiro acumula queda de 3,1% no ano e de 0,1% em 12 meses

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Apesar da segunda alta mensal seguida, varejo brasileiro acumula queda de 3,1% no ano e de 0,1% em 12 meses. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

As vendas do comércio varejista cresceram 8% em junho, na comparação com maio, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (12) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Trata-se da segunda alta consecutiva do setor, após tombo nos meses de março e abril. Na comparação com junho de 2019, houve alta de 0,5%.

Com o resultado, o varejo brasileiro acumula queda de 3,1% no ano e de 0,1% em 12 meses. O resultado veio acima do esperado pelo mercado. A expectativa em pesquisa da Reuters era de alta de 5,40% na comparação mensal e de queda de 3,45% sobre um ano antes. A alta recorde de maio foi revisada pelo IBGE para 14,4%, ante leitura inicial de avanço de 13,9%.

“Apesar dos números positivos nesses dois meses, o varejo fechou o primeiro semestre com -3,1%, frente ao primeiro semestre de 2019, influenciado pelas medidas de isolamento social para contenção da pandemia de Covid-19. Esse resultado semestral é o menor desde o segundo semestre de 2016 (- 5,6%)”, destacou o IBGE.

Apesar do resultado mostrar uma continuidade da recuperação do comércio, o patamar de vendas segue 4,8% abaixo do recorde alcançado em outubro 2014. Em abril, essa distância chegou a 22,9%.

Queda recorde de 7,8% no 2º trimestre

O comércio fechou o 2º trimestre com queda de 7,8% em relação aos 3 meses anteriores, o maior tombo trimestral do setor já registrado pela pesquisa. No primeiro trimestre, o recuo havia sido de 1,7% sobre o 4º trimestre.

Destaques do mês

Com exceção de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (2,7%), todas as outras 7 atividades analisadas pela pesquisa cresceram ante. Os maiores percentuais de avanço foram observados nas vendas de livros, jornais, revistas e papelarias (69,1%), tecidos, vestuário e calçados (53,2%), móveis e eletrodomésticos (31%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (26,1%). O setor de hipermercados, com peso de cerca de 50% no índice geral, registrou alta de 0,7% em junho.

“Os resultados positivos eram esperados porque viemos de uma base de comparação muito baixa, que foi o mês de abril (-17%). Esse crescimento, então, foi praticamente generalizado, distribuído em quase todas as atividades. Desde o começo da pandemia, a gente bate muitos recordes, tanto negativos quanto positivos, então os números estão muito voláteis”, observou o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.

O comércio varejista ampliado, que inclui também as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material e construção, cresceu 12,6% em relação a maio, mas caiu 0,9% na comparação interanual. No acumulado no ano, a queda é de 7,4% e, em 12 meses, o recuo é de 1,3%.

Vendas crescem em 24 Estados

O volume de vendas cresceu 24 unidades da federação em junho, na comparação com maio, com destaque para Pará (39,1%), Amazonas (35,5%) e Ceará (29,3%). Rio Grande do Sul (-9,0%), Paraíba (-2,4%) e Mato Grosso (-2,0%) foram os estados que registraram queda.

Perspectivas

Depois do forte tombo em março e abril, em meio às medidas de isolamento social para combater a pandemia, a economia tem mostrado sinais de recuperação, mas a incerteza permanece elevada diante do número ainda elevado de casos de coronavírus e queda da renda da população.

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