Domingo, 19 de Janeiro de 2020

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Mundo Agricultores da França revoltados com acordos depredam escritórios de deputados

Presidente francês diz que fogo na floresta afeta diretamente nove países, inclusive a Guiana Francesa. (Foto: Reprodução de internet)

Agricultores franceses revoltados com os acordos comerciais da União Europeia com Canadá e Mercosul protestaram depredando escritórios de parlamentares do partido do presidente Emmanuel Macron, e o descontentamento público contra o governo não dá sinais de enfraquecimento.

Os agricultores visaram os escritórios dos políticos durante a madrugada em Poitiers, Loudun e Chatellerault, no oeste da França, disse um braço regional do partido LREM de Macron no Twitter nesta quinta-feira.

Uma associação local de agricultores disse que realizou o protesto, que incluiu impedir o acesso aos escritórios com muros improvisados de tijolos nos quais picharam slogans contra o tratado entre a UE e o Canadá, conhecido como Ceta.

“Estou assombrado com o muro e a pichação que foram postos pelos agricultores diante do meu escritório na noite passada”, tuitou Sacha Houlié, que representa o LREM em Poitiers.

Os protestos antigoverno ganharam força depois que o Parlamento sancionou o acordo comercial UE-Canadá em julho. Críticos dizem que ele minará os regulamentos sociais e ambientais do bloco ao permitir importações de produtos feitos em condições que não seriam permitidas na Europa.

Os agricultores também estão revoltados com o potencial impacto de um acordo comercial provisório firmado em junho pela UE e pelo Mercosul, que inclui os grandes exportadores agrícolas Brasil e Argentina, sobre sua subsistência.

Os agricultores franceses têm uma longa tradição de realizar protestos que causam transtornos. A revolta atual se soma às manifestações antigoverno em andamento dos “coletes amarelos”, e também houve confrontos violentos em Nantes na semana passada em uma manifestação antipolícia.

Mensagens confusas

O presidente americano Donald Trump acusou seu colega francês, Emmanuel Macron, nesta quinta-feira (8), de se intrometer na política dos Estados Unidos e de enviar “mensagens confusas” a Teerã.

“O Irã tem graves problemas financeiros. Quer falar desesperadamente com os Estados Unidos, mas recebe mensagens confusas de todos os que pretendem nos representar, incluindo o presidente francês, Macron”, tuitou Trump.

“Sei que Emmanuel Macron tem boas intenções, assim como os demais, mas ninguém pode falar pelos Estados Unidos salvo os Estados Unidos”, acrescentou o presidente americano.

Enquanto aumenta a pressão diplomática, econômica e militar sobre Teerã, Trump não deixou de chamar os iranianos para o diálogo.

Recentemente convidado para se reunir com Trump na Casa Branca, o ministro iraniano das Relações Exteriores, Mohamad Javad Zarif, disse ter recusado. Segundo ele, as sanções impostas a seu país ainda não demonstram sinal de abertura por parte dos EUA.

Macron continua a defender o acordo nuclear iraniano de 2015, do qual os Estados Unidos se retiraram, e se reúne regularmente com o presidente Hassan Rohani. Não esconde sua esperança de mediar a crise atual.

Mas até o momento o Irã repetiu várias vezes que não vai negociar com Washington sob a pressão de sanções.

“É o papel da França fazer tudo o possível para garantir que todas as partes aceitem uma pausa e abram as negociações”, manifestou-se a Presidência francesa depois de uma entrevista recente por telefone entre Macron e Rohani no fim de julho. O Palácio do Eliseu havia informado que do local onde passa férias, o presidente francês permaneceu “em contato” com seus contrapartes dos Estados Unidos e do Irã.

Está previsto que Macron seja o anfitrião da cúpula de líderes do G7, inclusive Trump, de 24 a 26 de agosto em Biarritz, na costa atlântica. Os informes de imprensa dos últimos dias mencionaram um possível convite dos franceses ao iraniano para que assista à cúpula, mas não foi confirmado.

 

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